Doria quer trocar pedras portuguesas por asfalto no centro

  • Por Jovem Pan
  • 18/11/2017 09h24 - Atualizado em 18/11/2017 09h26
Cesar Ogata/ Secom/ PMSPCrianças visitam Páteo do Colégio, no centro de São Paulo, com calçamento antigo e tradicional

A Prefeitura de São Paulo pretende trocar pedras portuguesas por concreto no calçamento do centro de São Paulo. O projeto envolve a Praça da República, Largo São Bento, Anhangabaú, Páteo do Collegio e Praça da Sé.

Mas a iniciativa precisa da análise do Conselho do Patrimônio e Preservação Histórica para a migração ao modelo aplicado na Avenida Paulista. O prefeito João Doria diz que a reforma será realizada com apoio da iniciativa privada, sem contrapartidas do município.

“É melhor na qualidade do piso para as próprias empresas, especialmente os bancos e a própria Bolsa (Bovespa), que estão localizados no centro de São Paulo. Portanto, não há contrapartida especial nenhuma, exceto a melhoria da condição de acessibilidade e mobilidade no centro da cidade de São Paulo”, defendeu Doria.

O prefeito avalia que a reforma é essencial para os pedestres e a manutenção do concreto é seis vezes mais barata do que a da pedra portuguesa.

A diretora do Departamento do Patrimônio Histórico, Mariana Rolim, destaca o projeto será analisado pelos Conselhos Municipal e Estadual de Preservação.

“Todo o processo que está sendo feito é justamente para que o projeto chegue ao Conselho já com todas as especificações para que ele seja analisado”, disse.

A reforma do calçadão do centro de São Paulo compreende 11 mil metros quadrado e será dividida em três etapas, com início em janeiro de 2018.

As primeiras ruas serão Doutor Miguel Couto, São Bento, Três de Dezembro, João Brícola e a Praça Antônio Prado.

Calçamento antigo na Praça Antônio Prado, onde se encontra a Bolsa de Valores, em São Paulo (Daniel Afanador/Flickr)

Calçamento antigo em frente à CÂmara Municipal de São Paulo ainda não é alvo da iniciativa de Doria (Flickr)