Empresa de ônibus envolvida em acidente operava há 1 ano sem licença, diz Artesp

A companhia alega que todos os documentos do ônibus estão em dia; no entanto, segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo, a empresa rodava de modo clandestino

  • Por Jovem Pan
  • 27/11/2020 05h47 - Atualizado em 27/11/2020 12h06
ADEMILSON TICO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOA delegada que preside o caso disse que o motorista do ônibus alegou falha nos freios, pois tentou desviar de um caminhão lento

Os investigadores responsáveis por encontrar a causa do acidente entre um ônibus de trabalhadores e um caminhão, que matou 41 pessoas em Taguaí, interior paulista, seguem duas linhas de trabalho. Agora, a Polícia Civil quer saber se houve falha nos freios ou uma tentativa de ultrapassagem em local proibido. Segundo as autoridades, no local do acidente era evidente que o ônibus invadiu a contramão. Os envolvidos devem ser ouvidos formalmente nos próximos dias para ajudar na formação do inquérito na delegacia de Taquarituba. A delegada que preside o caso disse que o motorista do ônibus alegou falha nos freios, pois tentou desviar de um caminhão lento e, para evitar uma colisão, invadiu a pista contrária sendo atingido pela carreta bitrem.

Segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), a empresa de ônibus Star viagem e turismo, não tinha autorização para operar e funcionava de forma clandestina. O diretor da agência, Milton Persoli, classificou como irresponsável a ação da empresa. “Ela é uma empresa clandestina, irresponsável por estar continuando presente junto com a atividade de fretamento. Ter 45 pessoas, 50 pessoas em um ônibus sem ter sua regularidade é passível de um crime”, disse. Em nota à imprensa, a companhia alegou que todos os documentos do ônibus estão em dia. Segundo a Artesp, no entanto, a informação é falsa, pois a empresa já havia recebido várias autuações e rodava de modo clandestino e ilegal há mais de um ano. As 41 vítimas fatais foram sepultadas nesta quinta-feira, 26, até mesmo durante a madrugada, para evitar aglomerações.

*Com informações do repórter Fernando Martins