Zé Silva afirma que Brasil cumpriu seu papel na COP26 e que documento final traz avanços

Acordo final assinado pelas quase 200 nações participantes prevê a redução gradativa dos subsídios aos combustíveis fósseis e ao uso do carvão

  • Por Jovem Pan
  • 16/11/2021 07h12 - Atualizado em 16/11/2021 12h11
Reprodução/Câmara dos DeputadosEngenheiro agrônomo e deputado federal Zé Silva

O engenheiro agrônomo e deputado federal do Solidariedade Zé Silva deu entrevista ao Jornal Jovem Pan na noite desta segunda-feira, 15, e fez uma avaliação da participação do Brasil na COP26. O deputado acredita que o país cumpriu seu papel e que, de fato, o documento final assinado trouxe avanços. “Houve avanço sim, tanto que, em 2019 não foi possível ter um documento final e um acordo. Agora, 197 países, não há uma cobrança, para dizer quem cumpre ou não cumpre, é uma consciência que se faz”, disse. O deputado também comentou a definição das regras do mercado de carbono para negociação de créditos com base na quantidade de gases emitidos ou evitados. Países com grandes áreas de absorção de CO2, como a Amazônia, podem vender crédito para países mais poluentes como compensação. Zé Silva lembra que precisamos regulamentar o mercado interno.

“Em relação ao mercado de carbono, fica o dever de casa de regulamentar as leis brasileiras internamente, o governo federal cumprir o seu papel de fiscalizar e multar os produtores rurais e recompor todos os seus órgãos ambientais, como o Ibama, o orçamento do Ministério do Meio Ambiente, investir em pesquisa e assistência técnica”, comentou. O documento final da COP26, assinado pelas quase 200 nações participantes, prevê a redução gradativa dos subsídios aos combustíveis fósseis e ao uso do carvão. Sobre o item financiamento aos países em desenvolvimento, nações mais ricas se comprometeram a criar um fundo com 100 bilhões de dólares por ano até 2025. O acordo foi criticado por ambientalistas por não atender a urgência que o momento pede.

*Com informações da repórter Carolina Abelin