‘Enquanto uns faziam política, nós trabalhávamos em silêncio’, diz Onyx Lorenzoni sobre Covid-19

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência defende a atuação do governo no combate à pandemia e fala sobre a luta contra ‘narrativas mentirosas’

  • Por Jovem Pan
  • 25/03/2021 09h40 - Atualizado em 25/03/2021 16h02
Wallace Martins/Estadão ConteúdoSegundo o ministro, Bolsonaro foi o primeiro líder mundial a defender a preservação e proteção dos empregos durante a pandemia

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, defendeu a atuação do governo federal no combate à pandemia de Covid-19. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta quinta-feira, 25, ele falou das ações adotadas, “com muita responsabilidade e seriedade”, desde o início da crise sanitária, citando a criação do auxílio emergencial e o envio de recursos aos Estados e municípios para viabilizar a compra de medicamentos, ampliação de leitos e instalação de hospitais de campanha. Segundo ele, o presidente Jair Bolsonaro foi o primeiro líder mundial a defender a preservação e proteção dos empregos, lembrando que “a fome, a miséria e o desemprego mataram mais na América Latina do que qualquer outra doença”, e foi duramente criticado pela postura adotada. “Enquanto muita gente fazia política, fazia discurso, tiravam as prerrogativas do presidente, o que aconteceu? Nós trabalhamos em silêncio”, disse. 

Onyx Lorenzoni citou, como exemplo das ações silenciosas do governo, a atuação do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Para o ministro, o colega preparou o Brasil para ser um dos países com mais aquisições e aplicações de vacinas, assim como para se transformar em um produtor dos imunizantes. “Não adianta o Brasil estar imunizado se a América Latina não estiver vacinada. O fato do Brasil se transformar em produtor de vacinas com mais seis países do mundo vai nos dar independência”, afirmou. As declarações de Lorenzoni acontecem um dia após o Bolsonaro anunciar a criação de um Comitê contra a Covid-19, que deve contar com a participação de membros do Congresso Nacional, ministros e governadores, e dois dias depois do pronunciamento do chefe do Executivo em cadeira nacional de rádio e televisão. As mudanças no discurso presidencial causaram críticas e elogios entre autoridades, que consideram a atitude positiva, embora esteja atrasada. Em nota divulgada nesta quarta-feira, a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) disse que o presidente pratica o federalismo de conveniência.

Para o ministro, no entanto, a criação do Comitê não representa uma mudança de postura da gestão Bolsonaro, já que sempre houve atuação no enfrentamento à pandemia. Segundo Onyx, o governo luta contra a Covid-19 e contra “narrativas mentirosas”. “Temos hoje no Brasil, por decisão tomada pelo Supremo, a construção de mini reis. Cada unidade federativa se transformou em pequenos reis. Temos reis sábios e autoritários, que imaginam que vão combater o vírus combatendo o sustento das pessoas. Considero eles tolos, não são inteligentes”, disse, mencionando o lockdown como uma medida errada adotada pelos “reis”. “Alguém consegue impedir que nas áreas urbanas, o passarinho, o gato, rato, se locomovam? Todos eles transportam vírus, mesmo que de forma menor, mas podem transportar o vírus”, afirmou, justificando, dessa forma, a ineficiência da restrição, utilizada em diversos países e defendida por autoridades sanitárias para o controle da transmissão do coronavírus.