Escolas de São Paulo enfrentam dificuldades após volta às aulas presenciais

A falta de profissionais para limpeza e a insegurança dos funcionários são os maiores problemas enfrentados pela educação

  • 27/02/2021 09h09
DANIEL RESENDE/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDOAté agora, pelo menos duas escolas da capital paulista precisaram fechar as portas e retomar o ensino totalmente remoto

O primeiro mês de volta às aulas presenciais tem sido desafiador para as escolas de São Paulo. Mesmo com esforços de professores e funcionários, muitos lugares não têm a infraestrutura necessária para o retorno. Na Escola Municipal de Ensino Fundamental Gabriel Sylvestre Teixeira de Carvalho, em Pirituba, por exemplo, todos os protocolos estão sendo seguidos: há distanciamento entre as carteiras e rodízio de alunos. Apesar disso, a escola conta só com dois funcionários de limpeza e dois inspetores para ajudar com as 600 crianças. Ao mesmo tempo, para as aulas online, que continuam acontecendo, apenas sete tablets com internet foram disponibilizados.

Para tentar ajudar essas escolas a lidar com a volta aos estudos presenciais, a vereadora Janaína Lima tem percorrido colégios da cidade de São Paulo. “Nós fazemos um relatório da visita, passamos para a secretaria de Educação, até buscando de qual forma podemos auxiliá-los na superação dos desafios que a gente encontra na escola. Uma coisa é o que foi feito no papel, outra na vida real. Nosso intuito é vir às escolas, dar apoio aos profissionais e verificar se os protocolos estão garantindo o funcionamento das escolas e a preservação dos alunos”, explica. A parlamentar afirma que os maiores problemas são a falta de profissionais para limpeza e a insegurança dos funcionários com o retorno presencial. Durante a visita da vereadora, por exemplo, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Rui Bloem, também em Pirituba, foi encontrada de portas fechadas: por lá, os professores de lá aderiram à greve que mobiliza cerca de 65% da categoria. Um dos medos dos profissionais da educação é justamente contrair a Covid-19. Até agora, pelo menos duas escolas da capital paulista precisaram fechar as portas e retomar o ensino totalmente remoto. Entre elas, estão o CEU Cemei Freguesia do Ó, com oito casos entre confirmados e suspeitos da doença, e o CEU Emef Perus, com um caso confirmado e outros suspeitos de Covid-19.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini