EUA querem reforçar embaixada em Cuba e aumentar remessas de dinheiro para ilha

Desde o início do bloqueio econômico, há mais de 60 anos, é proibido enviar recursos financeiros ao país

  • Por Jovem Pan
  • 21/07/2021 05h54 - Atualizado em 21/07/2021 09h53
EFE/EPA/Al Drago / POOLJoe Biden afirmou que o regime da ilha é fracassado e disse avaliar possíveis formas de ajudar o povo cubano

Os Estados Unidos sinalizaram nesta terça-feira, 20, que pretendem aumentar a equipe da embaixada americana em Havana e autorizar o envio de dinheiro a Cuba. O anúncio foi feito poucos dias depois que protestos tomaram as ruas da ilha. As manifestações pedindo o fim da ditadura e a liberdade já são consideradas as maiores dos últimos 20 anos. O porta-voz do Departamento de Estado, Ned Prince, disse que o aumento no quadro de funcionários melhora a atividade diplomática e o serviço consular. Sobre a transferência de dinheiro, ele afirmou que um grupo de trabalho vai identificar como “as remessas podem chegar diretamente às mãos do povo cubano”. Desde o início do embargo econômico, há mais de 60 anos, é proibido mandar dinheiro dos Estados Unidos para o país.

Os planos do governo de Joe Biden têm sido moderados em relação a Cuba. Durante a corrida eleitoral, o democrata assumiu o compromisso de reverter algumas medidas do bloqueio e chegou a dizer que elas prejudicam a população e que não servem para impulsionar a democracia e os direitos humanos. Na semana passada, o presidente americano atacou o regime da ilha, que caracteriza como “fracassado”, e disse avaliar possíveis formas de ajudar o povo cubano. Biden ponderou, no entanto, que seriam necessárias “circunstâncias diferentes e garantias” para colocá-las em prática.

*Com informações da repórter Letícia Santini