Frente Nacional de Prefeitos formaliza intenção de compra da CoronaVac nesta terça-feira
A Frente Nacional de Prefeitos formaliza nesta terça-feira, 22, a intenção de compra de doses da CoronaVac, vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. A proposta é, após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que as 406 cidades membros da FNP tenham acesso para aquisição do imunizante, explica o prefeito de Campinas e presidente da Frente Nacional de Prefeitos, Jonas Donizette. Segundo ele, a prioridade, no entanto, é seguir um plano de vacinação nacional. “É bom deixar claro que a nossa primeira opção é o Programa Nacional de Imunização, ou seja, o governo compra, distribui para os Estados e os Estados fazem o escoamento da vacina até os municípios para atendar a população. Esse sistema funciona desde a década de 70, poucos países têm uma ferramenta tão boa, então seria um desperdício não usar isso”, afirma. Mesmo assim, Donizette assina nesta terça, às 16h30 o protocolo de intenção de compra entre a Frente Nacional dos Prefeitos e o Instituto Butantan.
Ainda sobre a possível aquisição, o prefeito de Campinas afirmou que a oficialização é um “instrumento de pressão” para que o governo federal assine contrato para compra da CoronaVac. “Na verdade, todos queremos essa questão nacional, é mais um instrumento de pressão para que esse contrato com o Butantan seja assinado. Todas as falas são nesse sentido [do Ministério da Saúde adquirir as vacinas], mas ainda não existe a assinatura e o compromisso. É mais um caminho para resolver essa celeuma sem necessidade que se criou em torno desse tema”, disse, em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan.
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Ao ser questionado sobre o preparo dos municípios para a imunização contra a Covid-19, Jonas Donizette esclareceu que a FNP alertou para que os novos prefeitos, eleitos neste ano, façam planejamentos para aquisição de seringas e agulhas, indispensáveis para vacinação. O prefeito comentou ainda sobre o esgotamento dos profissionais da saúde e os perigos de uma greve em meio à pandemia. “Foi um ano difícil pra todo mundo, imagina pra eles [profissionais de saúde], que tiveram que lidar com circunstâncias muito difíceis. Imagina em uma situação como essa não ter o recurso humano para fazer o trabalho, o atendimento das pessoas. Então, a pressão não é no sentido pejorativo, não é uma pressão conjunta, é que não entendemos o porquê isso ainda não foi oficializado. A nossa intenção é que exista essa efetivação da compra, porque daí tudo simplifica. Mas, se não existir [o programa nacional], os municípios da Frente já estarão habitados para fazer a compra direta com o Butantan.”
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