Gabbardo projeta dificuldade em oferecer serviços essenciais em meio a surto de gripe e de Covid-19

Coordenador do Centro de Contingência da Covid-19 afirma que afastamento de funcionários já impacta hospitais; indicação é que pacientes com sintomas leves das doenças permaneçam em casa

  • Por Jovem Pan
  • 06/01/2022 09h15 - Atualizado em 06/01/2022 11h52
JOAO GABRIEL ALVES/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO Pessoas usam máscara de proteção contra a Covid-19 Recomendação é que pessoas com sintomas leves, como coriza, nariz obstruído, espirros e sem febre, fiquem em casa

São Paulo enfrenta uma alta de casos de gripe, influenciada pela cepa H3N2, e um avanço da variante Ômicron. Com isso, casos de coinfecção já foram identificados no Estado e devem se tornar ainda mais frequentes. A avaliação é do coordenador-executivo do Centro de Contingência da Covid-19, João Gabbardo. Ele afirma que os elevados níveis de transmissão dos dois vírus – influenza e coronavírus – fará com que parte da população apresente a infecção simultânea. No entanto, ele afirma que a condição não piora a evolução clínica das doenças. “Os cuidados são os mesmos e o tratamento não se diferencia muito. As medidas que podemos fazer para reduzir a transmissão também são as mesmas: vacinação, uso de máscaras, evitar aglomerações. É o que pode ser feito”, afirmou ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News

Gabbardo ressalta que diferente das ondas anteriores da pandemia, o aumento de casos da Covid-19 não está sendo acompanhado de um aumento de internações e casos graves. Segundo ele, embora os atendimentos ambulatoriais enfrentam alta, os pacientes retornam para casa para conclusão do tratamento. Mesmo assim, os reflexos das infecções preocupam. “É bem possível que nos próximos dias tenhamos muita dificuldade em oferecer alguns serviços que são fundamentais. Por exemplo, na área da saúde temos tido muitos afastamentos de funcionários, de servidores, por conta dessa contaminação. Eles são afastados e diminui bastante a oferta de serviços. Alguns hospitais estão com dificuldade para fazer escalas de plantões, por exemplo”, acrescentou.

A recomendação é que pessoas com sintomas leves, como coriza, nariz obstruído, espirros e sem febre, fiquem em casa. A avaliação é que o contato com outros pacientes contaminados pode trazer um risco maior. Mas até quando ficar em casa? Segundo Gabbardo, é preciso “bom senso”. “Qualquer dificuldade respiratória e sintoma mais grave ela precisa buscar atendimento em um posto de saúde”, completou. Sobre o Carnaval 2022, o coordenador do Centro de Contingência da Covid-19 afirma que “ainda tem muito tempo” para a discussão, mas alerta: qualquer atividade que gere aglomeração é “absolutamente contra indicada”, já que o risco de transmissão é “elevadíssimo”.