Governadores esperam definir cronograma de vacinação com Pazuello na terça-feira

Reunião estava marcada para segunda; data foi adiada por causa da agenda do ministro Eduardo Pazuello

  • Por Jovem Pan
  • 09/01/2021 06h53
DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO - 31/10/2020O encontro também será feito para apresentar a programação para a qualificação de pessoal e insumos, além da distribuição

A reunião entre governadores e o Ministério da Saúde para tratar o cronograma de vacinação para estados e municípios brasileiros foi adiada para terça-feira, dia 12. Anteriormente a reunião estava marcada para segunda, dia 11. Em nota, Wellington Dias, governador do Piauí, presidente do Consórcio Nordeste e coordenador da temática de vacina no Fórum Nacional de Governadores, informou o motivo da mudança. Segundo Dias, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, tem agenda focada com equipe sobre a situação grave da pandemia em Manaus, capital do Amazonas.

Por isso, de acordo com o governador do Piauí, como a reunião trata do cronograma de vacinação no Brasil, é essencial a participação do ministro. O encontro também será feito para apresentar a programação para a qualificação de pessoal e insumos, além da distribuição por via aérea e terrestre. Além dos governadores, a reunião contará com a presença de representantes da Câmara, do Senado, do STF, da Anvisa, da Fiocruz do Butantan, dos Conselhos Nacionais de Secretários de Saúde e de Secretarias Municipais de Saúde, bem como da Confederação Nacional dos Municípios.

O prefeito de Recife, João Campos, formalizou a intenção de compra de um milhão de doses de vacina da Covid-19 junto ao Instituto Butantan. “Caso o Ministério não mande as vacinas, teremos o memorando de um milhão de doses para a nossa cidade.” Ele também emitiu ofício ao Ministério da Saúde solicitando que profissionais de educação estejam na fase 1 do plano de vacinação para garantir o retorno seguro das aulas. Melissa Palmieri, coordenadora médica do Grupo Pardini, diz que o atual momento das vacinas traz duas expectativas. “Positiva porque temos, agora, uma vacina que já está em território e pode ser aplicada. E negativa porque estamos vendo situação da política se intrometendo no que já deveria acontecer de iniciarmos essa vacinação.”

*Com informações do repórter Fernando Martins