Governo de SP expande rede de ensino integral para 1.855 escolas a partir de 2022

Estimativa é que cerca de 387 mil novos estudantes sejam atendidos; atualmente, o Estado conta com 1.077 escolas no programa em 309 cidades

  • Por Jovem Pan
  • 13/07/2021 07h21 - Atualizado em 13/07/2021 08h43
Governo de São Paulo/DivulgaçãoExpansão fará com que São Paulo consiga adiantar o cumprimento de uma das metas do Plano Nacional de Educação, que prevê ao menos 25% dos alunos matriculados em tempo integral até 202

O governo de São Paulo anunciou nesta segunda-feira, 13, a inclusão de 778 escolas da rede pública estadual no programa de ensino integral. Com a expansão, 1.855 colégios serão atendidos em 427 municípios paulistas. A novidade foi anunciada durante um evento no Memorial da América Latina, que reuniu dezenas de professores, diretores e profissionais do ensino. Para o governador João Doria, a ampliação do programa é uma vitória para a educação. “Nós vamos dar um salto quântico no número de escolas em tempo integral no Estado de São Paulo. É sabido que as escolas em tempo integral são transformadoras na vida de crianças e jovens porque permitem uma melhor educação, integração, um melhor campo de proteção, melhor alimentação e a formação de aqueles que no futuro serão profissionais, dirigentes de negócios, empreendedores”, disse. Ainda segundo Doria, o número de escolas em tempo integral será quintuplicado em comparação a 2018, quando o programa estava presente em somente 364 unidades escolares.

A estimativa do Palácio dos Bandeirantes é que cerca de 387 mil novos estudantes sejam atendidos pelo programa a partir de 2022. O investimento total para a expansão será de R$ 800 milhões ao ano. Segundo o secretário de educação, Rossieli Soares, a expansão fará com que São Paulo consiga adiantar o cumprimento de uma das metas do Plano Nacional de Educação, que prevê ao menos 25% dos alunos matriculados em tempo integral até 2024. “Os professores que estão na escola permanecem na escola, sempre preferencialmente. Isso já é uma revisão que foi feita na própria metodologia, o diretor permanece. Então nas escolas não tem nenhuma descontinuidade, elas passam por um processo de preparação, que é fundamental. Já temos uma previsão de contratação de mais professores não só por esse projeto, mas por outros que estamos fazendo”, esclareceu. Rossieli Soares afirmou ainda que a iniciativa irá auxiliar os estudantes que perderam aulas durante a pandemia e exigirá a contratação de novos professores. Segundo a Secretaria Estadual de Educação, atualmente, o Estado conta com 1.077 escolas no programa de ensino integral em 309 cidades.

*Com informações da repórter Caterina Achutti