Governo de SP triplica o desconto no IPVA de 2022; deputado defende isenção

Donos de veículos usados que fizerem o pagamento em janeiro terão desconto de 9%; proprietários de carros 0 km terão redução de 3% no imposto

  • Por Jovem Pan
  • 22/12/2021 07h56 - Atualizado em 22/12/2021 08h47
Gabriel Jabur/ Agência Brasil Trânsito Projeções apontam a possibilidade de um crescimento de 25 a 35% do IPVA

O governo de São Paulo anunciou o calendário de pagamento do IPVA de 2022 e vai oferecer desconto e parcelamento para os proprietários de veículos. De acordo com a gestão atual, o desconto será triplicado e o parcelamento poderá ser feito em até cinco vezes. Os donos de veículos usados que fizerem o pagamento em janeiro terão desconto ampliado de 3% para 9%. A medida foi tomada como forma de tentar reduzir os impactos da pandemia no bolso do contribuinte. A primeira parcela pode, inclusive, ser quitada a partir de fevereiro. Quem fizer o pagamento em apenas uma vez terá desconto de 9%, já os que optarem por quitar o tributo integralmente em fevereiro, ou parcelar, a redução será de 5%. Para os donos de veículos 0 km, o desconto continua de 3% no pagamento até o quinto dia da emissão da nota fiscal, e os que preferirem também poderão parcelar em cinco vezes, sem desconto.

Geralmente, os valores pagos no imposto, que é cobrado anualmente, diminuem. Isso porque o próprio veículo vai desvalorizando e o IPVA é cobrado a partir do valor do automóvel na tabela Fipe. No entanto, neste ano os carros tiveram um aumento expressivo, incluindo os usados. A paralisação na fabricação de semicondutores e o aumento da procura por carros de segunda mão são os principais fatores que justificam esse aumento nos preços. Os valores que serão cobrados no imposto ainda não foram divulgados, mas devem ser anunciados nos próximos dias. As projeções apontam a possibilidade de um crescimento de 25 a 35% do IPVA.

O deputado estadual Ricardo Melão (Novo) criou um projeto de lei na Assembleia Legislativa para que o governo adotasse a tabela deste ano como base para o pagamento. Ele disse que a medida do governo não era o esperado, mas que o desconto já é um alívio. “Foi um pequeno avanço. Como eu disse, havia margem para mais. O governo está prevendo para o ano que vem um orçamento recorde de R$ 286 bilhões, mais de R$ 40 bilhões do que ele previu para este ano. Poderia ter sido feito mais, queríamos que não houvesse o aumento e havia margem para isso”, disse.

*Com informações da repórter Camila Yunes