Internações causadas pela falta de saneamento básico caem 35%, diz instituto

Número considera as hospitalizações por doenças como dengue, leptospirose e a esquistossomose, entre 2019 e 2020; mortes pelas enfermidades também tiveram queda superior a 30%

  • Por Jovem Pan
  • 05/10/2021 10h34
MISTER SHADOW/ASI/ESTADÃO CONTEÚDO Profissional da saúde cuida de paciente com Covid-19 Na região Norte, onde apenas 12% da população possui coleta de esgoto, foram 42.300 internações pela falta de saneamento

Dados do Instituto Trata Brasil revelam uma diminuição de 35%, entre 2019 e 2020, nas internações por doenças de veiculação hídrica, como a dengue, leptospirose e a esquistossomose. Segundo a pesquisa, foram cerca de 174 mil hospitalizações em 2020, enquanto, no ano anterior, a marca chegou a 273 mil. As mortes também caíram entre 30% a 35%, segundo o levantamento. Em 2020, foram estimados 1.900 óbitos, enquanto, em 2019, o número foi de 2.734. A entidade, porém, alerta que os dados do ano passado ainda precisam ser melhor analisados, já que a queda pode estar relacionada com a baixa procura hospitalar em fundação da Covid-19. O presidente do Instituto Trata Brasil, Edson Carlos, alertou para a necessidade de acelerar o saneamento básico do país.

“Quase 90 mil [hospitalizações] foram de crianças até quatro anos, o que mostra a gravidade dos quadro sanitário do Brasil. Se juntar o milhares de disso, temos a faixa etária mais perigoso. É fundamental resolver o mais rapidamente possível essa estrutura para poupar vidas e liberar o sistema de saúde do Brasil“, afirmou. Na região Norte, onde apenas 12% da população possui coleta de esgoto, foram 42.300 internações por doenças de veiculação hídrica em 2019. O Nordeste vem logo em seguida, com 28% da população com acesso ao serviço e o maior número de internações: 113.700. Levando em consideração a taxa de incidência por 10 mil habitantes, a situação do Norte é a pior, 22,9 hospitalizações contra 19,9 da região nordestina.

*Com informações do repórter João Rocha