Joice Hasselmann diz que negou ‘vários convites’ antes de ida ao PSDB

Deputada federal revelou contatos de nomes como do ex-presidente Michel Temer (MDB), da presidente do Podemos, Renata Abreu, e do presidente do DEM, ACM Neto

  • Por Jovem Pan
  • 08/10/2021 09h26 - Atualizado em 08/10/2021 10h39
ALICE VERGUEIRO/ESTADÃO CONTEÚDO - 12/09/2021 Joice Hasselmann foi a segunda deputada federal mais votada em São Paulo

A deputada federal Joice Hasselmann disse que negou convites de vários partidos antes de acertar a filiação no PSDB, formalizada nesta quinta-feira, 7, em um evento que contou com a presença de diferentes autoridades, entre eles o governador de São Paulo, João Doria, e o presidente nacional da sigla, Bruno Araújo. Com a chegada da ex-bolsonarista, que teve mais de 1 milhão de votos em 2018 e foi a segunda deputada federal mais votada em São Paulo, o partido passa a ter 34 representantes na Câmara dos Deputados. Joice revelou contatos de nomes como do ex-presidente Michel Temer (MDB), da presidente do Podemos, Renata Abreu, e do presidente do DEM, ACM Neto, mas ressaltou que considera a bancada tucana a mais qualificada.

“Eu tenho certeza que o PSDB vai trabalhar para ter um candidato que será ‘nem-nem’: nem Lula nem Bolsonaro”, afirmou a parlamentar. Pelas regras das prévias tucanas, Joice não poderá votar na disputa que irá definir o candidato à Presidência da legenda para 2022 em 21 de novembro. A parlamentar, no entanto, já declarou apoio a Doria, para quem tem pedido votos. O presidente do diretório estadual do PSDB de São Paulo, Marco Vinholi, disse estar confiante na vitória do governador de São Paulo na briga com o governador gaúcho, Eduardo Leite, e contra o ex-prefeito Arthur Virgílio. Vinholi defende que Hasselmann veio para somar. “Ela tem uma posição muito clara de oposição ao governo Bolsonaro, então ela está dentro do que o partido definiu como sua posição ao longo desse período. Ela vem para aglutinar e, sobretudo, para apoiar essa luta do governador João Doria torno de um projeto de país”, apontou Vinholi.

*Com informações da repórter Caterina Achutti