Justiça derruba decreto que torna obrigatória a vacinação de servidores municipais no Rio de Janeiro

Desembargadora da Marília Vieira considerou inconstitucional decisão da prefeitura; gestão municipal entende que a medida da imunização é importante para a volta à normalidade

  • Por Jovem Pan
  • 16/09/2021 07h18 - Atualizado em 16/09/2021 10h05
EFE/EPA/ZURAB KURTSIKIDZCidade do Rio de Janeiro começou a exigir na quarta-feira, 15, o 'passaporte da vacina'

A Procuradoria-Geral do Rio de Janeiro vai recorrer da decisão judicial que derrubou um decreto municipal que obrigada a vacinação contra a Covid-19 de servidores na capital. O município ainda está sendo notificado pela Justiça. A decisão liminar é da desembargadora da Marília de Castro Neves Vieira, que considerou inconstitucional o decreto do município que prévia até a demissão do servidor que não se recusasse a receber a vacina contra a doença. O decreto com a obrigatoriedade da imunização entrou em vigor no último dia 17 de agosto. Fontes informaram à Jovem Pan que a prefeitura deve recorrer da decisão liminar. A gestão municipal entende que a medida da imunização é importante para que, aos poucos e de forma controlada, as atividades voltem ao normal. A cidade do Rio de Janeiro já tem mais de 60% da pessoas com ciclo de vacinação completo. Agora, o foco do município é na vacinação de adolescentes e da aplicação da terceira dose em idosos. Nesta quarta-feira, 15, entrou em vigor o chamado “passaporte da vacina“, ainda com problemas e falhas. O anúncio do documento provocou uma corrida de não imunizados aos postos de vacinação, como revelou o secretário de Saúde, Daniel Soranz. “A gente teve um aumento de 80 mil pessoas na repescagem, justamente por causa do passaporte. A gente fica muito grato por essas pessoas terem vindo se imunizar e colaborar com o município do Rio de Janeiro a evitar a disseminação de casos de Covid”. A prefeitura do Rio recebeu quase 220 mil doses essa semana e aguarda outras remessas para dar continuidade à campanha.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga