Kim Kataguiri acredita que “censura” do Facebook foi motivada por viés esquerdista

  • Por Jovem Pan
  • 26/07/2018 08h56 - Atualizado em 26/07/2018 09h10
Jovem PanCo-fundador do MBL, Kim Kataguiri alega que o Facebook quebrou o contrato de isonomia na curadoria de conteúdo

Na última quarta-feira (25), o Facebook excluiu 196 páginas de 87 perfis brasileiros sob a alegação de propagação ao fake news. Entre os conteúdos retiradas estavam páginas ligadas ao MBL (Movimento Brasil Livre).

Em entrevista ao Jornal da Manhã, o co-fundador do Movimento e pré-candidato a deputado federal, Kim Kataguiri, atribui a proibição ao viés ideológico de esquerda do Facebook.

“Quando o Mark Zuckeberg foi chamado para uma sabatina no Senado Americano, ele disse que a empresa (Facebook) não tinha nenhum posicionamento ideológico. Mas que boa parte dos funcionários tinha um viés à esquerda e isso acabava criando distorções tanto no algorítimo como nesses bloqueios de páginas”, frisou Kataguiri.

O ativista ressalta ainda que a ordem foi dada pelo Facebook dos Estados Unidos, uma vez que o Facebook do Brasil não tem competência no sentido técnico para derrubar tais conteúdos. “Quando paramos para ver as agências de fact-checking, que firmaram parceria com o Facebook no Brasil, todas elas têm jornalistas que militam por causas esquerdistas”, completou.

Entre as páginas derrubadas estão Brasil 200, Jornalivre e Diário Nacional. A primeira era utilizada para divulgar a candidatura do empresário Flávio Rocha, enquanto as outras duas não são ligadas ao MBL, porém compartilhavam conteúdo do Movimento por afinidade ideológica. Juntas, as páginas possuíam em torno de 500 mil seguidores.

Com a “censura”, o MBL garante que vai acionar o Facebook judicialmente, uma vez que a plataforma quebrou o contrato de isonomia na curadoria de conteúdo.

“A partir do momento que o Facebook escolhe qual conteúdo é publicado ou não, ele está passivo de notificações judiciais. O MPF já investiga a ferramenta por censurar páginas por critérios ideológicos e exigiu uma manifestação em até 48h”, ressaltou Kataguiri.