Maia volta a defender prorrogação de desoneração da folha para contornar veto

Para o presidente da Câmara, a reforma tributária não inviabiliza o debate sobre a desoneração da folha, prorrogada pelo Congresso, mas vetada pelo presidente Jair Bolsonaro

  • Por Jovem Pan
  • 15/07/2020 07h27 - Atualizado em 15/07/2020 09h01
Frederico Brasil/Estadão ConteúdoMaia também se disse preocupado com os índices de queimada na Amazônia. Nos últimos dias, investidores têm pressionado o governo para reduzir as taxas

A Câmara dos Deputados retoma nesta quarta-feira (15) os debates em torno da reforma tributária. Essa era tida como a prioridade do Congresso Nacional no início do ano, quando foi instalada uma comissão mista para tratar do tema, mas os trabalhos foram interrompidos com a pandemia da Covid-19.

Nas últimas semanas, as pressões para a retomada dessa pauta têm aumentado, mas o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, vem relutando em reativar a comissão mista. Na Câmara, há um consenso pela volta dos debates. Por isso, o presidente da Casa, Rodrigo Maia, mandou reativar a comissão só de deputados que discute o tema. Para ele, unificar os impostos é urgente. “Se nós pudermos retomar o debate junto com o Senado será muito melhor; Acredito que a simplificação e unificação dos impostos é muito importante, urgente e vai ser base importante da recuperação da confiança do nosso país.”

Para o presidente da Câmara, a reforma tributária não inviabiliza o debate sobre a desoneração da folha, prorrogada pelo Congresso até o fim do ano que vem, mas vetada pelo presidente Jair Bolsonaro. Agora o governo estuda enviar uma proposta paralela para evitar que o parlamento derrube o veto. Para Maia, a melhor alternativa seria manter a prorrogação. “Só digo que não tem mágica, precisamos manter os empregos. A prorrogação por mais um ano seria completamente possível.”

Maia também se disse preocupado com os índices de queimada na Amazônia. Nos últimos dias, investidores têm pressionado o governo para reduzir as taxas.  O presidente da Câmara cobrou do governo ações para mudar o cenário. “É cobrar do governo, não são apenas os estrangeiros, os brasileiros certamente cobram mais do governo a retomada da estrutura de fiscalização com a responsabilidade das agências de controle, somada com a integração com os governadores que também precisam colaborar.”

*Com informações do repórter Levy Guimarães