‘Medidas adotadas por SP no fim do ano deram fôlego, mas números preocupam’, afirma Patrícia Ellen

Secretária de Desenvolvimento Econômico ressaltou que número de internações por Covid-19 aumentou 15% na última semana epidemiológica

  • Por Jovem Pan
  • 11/01/2021 09h17 - Atualizado em 11/01/2021 09h17
Foto: ANDRé PERA/PERA PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO PEP20201229009 - 29/12/2020 - 16:44Nesta segunda, 11, as regiões de Marília, Presidente Prudente, Registro e Sorocaba foram colocadas na Fase 2 - Laranja

A secretária de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, Patrícia Ellen, afirmou que as regiões do Estado são monitoradas diariamente e que os dados da última semana epidemiológica (entre os dias 3 e 9 de janeiro) sobre a Covid-19 são preocupantes. De acordo com ela, as medidas tomadas durante as festas de fim de ano foram efetivas e deram um fôlego grande, mas os últimos dias mostraram um aumento expressivo de internações — em torno de 15%. “Tivemos uma média de 1.565 internações. É um patamar semelhante ao que tínhamos em agora. É preocupante e temos duas regiões com pioras, Araçatuba e São José do Rio Preto“, disse.

Nesta segunda, 11, as regiões de Marília, Presidente Prudente, Registro e Sorocaba foram colocadas na Fase 2 – Laranja do Plano São Paulo, um pouco mais restritiva que a Fase 3 – Amarela, onde está o resto do Estado. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, Patrícia Ellen afirmou que, se tiver necessidade, reclassificações extraordinárias podem ser feitas a qualquer momento. Porém, a oficial está prevista para 5 de fevereiro. Na última semana, o governo estadual anunciou uma revisão nos indicadores do Plano São Paulo neste momento que o Estado enfrenta uma segunda onda da pandemia. “Os indicadores não acompanham mais só a aceleração, mas também a incidência de casos, internações e óbitos. Além da ocupação dos leitos ter um peso significativo”, completa a secretária.

De acordo com ela, essa recalibragem reconheceu os esforços dos setores que estão aplicando os protocolos. Sobre a retomada das aulas no Estado de São Paulo, Patrícia Ellen disse que a pandemia ensinou bastante sobre transmissão e contágio e isso permite o retorno dos alunos já em fevereiro — como previsto. “Em ambientes controlados, a taxa de transmissão é menor do que em ambientes que promovem aglomerações. O secretário [da Educação], Rossieli Soares, investiu o segundo semestre no acompanhamento e estudo para entender o controle nesses ambientes. Vimos, através do reforço escolar, que não teve transmissão nas escolas e que houve preparação. Isso permite um retorno maior, dependendo da classificação da região”, disse. Agora, o fato de uma região estar em classificação abaixo da Amarela não obriga todo o Estado tenha a seguir as mesmas recomendações no setor.