Mercado imobiliário corporativo apresenta recuperação entre outubro e dezembro em SP e no RJ

Dados do quarto trimestre de 2021 apontam que alta foi suficiente para terminar o ano com saldo positivo

  • Por Jovem Pan
  • 19/01/2022 12h11
Cristiano Souza/Google Maps avenida-paulista Avenida Paulista é um importante centro financeiro do Brasil

O mercado imobiliário corporativo teve uma grande recuperação em São Paulo e no Rio de Janeiro entre os meses de outubro e dezembro de 2021, de acordo com uma pesquisa realizada pela empresa Buildings, especializada no setor. Segundo os dados da Buildings, o mercado teve absorção líquida positiva de 75 mil m² em São Paulo – o dado indica crescimento ou retração trimestre a trimestre. No terceiro trimestre, a variação positiva havia sido de 15 mil m², interrompendo uma sequência de quatro quedas consecutivas iniciada no segundo trimestre de 2020, quando os números do coronavírus começaram a crescer no Brasil. Outro dado importante é a taxa de vacância, que caiu de 23,05% para 21,55% do terceiro para o quarto trimestre de 2021 – a taxa tinha aumentado nos três anteriores.

No Rio de Janeiro, os números também foram positivos. A absorção líquida foi de 45 mil m² no quarto trimestre de 2021, a maior desde o terceiro de 2019, quando o número foi de 48 mil m². Assim como em São Paulo, o terceiro trimestre já havia começado uma recuperação, mas interrompendo uma série menor de quedas, que vinha desde o último trimestre de 2020. A taxa de vacância também sofreu redução de 41,36% para 39,96% e, apesar de pequena, demonstra uma melhora. A taxa havia crescido nos primeiros e segundos trimestres e se mantido praticamente estável no terceiro. “Os números do quarto trimestre confirmam nossa expectativa que o pior, em termos de devolução de espaços e entregas de novos edifícios, já havia passado. A recuperação no mercado de escritórios em São Paulo pode acontecer de forma rápida, dependendo muito mais de fatores econômicos de que de alguma questão específica de mercado imobiliário”, analisa Fernando Didziakas, sócio diretor da Buildings.