Ministério da Saúde realiza campanha de ‘megavacinação’ contra a Covid-19

Evento começou no último sábado em cinco estados e Distrito federal; objetivo é imunizar pessoas que estão com a segunda dose da vacina contra a Covid-19 em atraso e oferecer a dose de reforço

  • Por Jovem Pan
  • 22/11/2021 10h26 - Atualizado em 22/11/2021 10h37
Fotos: Myke Sena/MSProfissionais de saúde trabalhando na Campanha de Megavacinação do Ministério da Saúde

O ministério da Saúde deu início no último sábado, 20, à Campanha Nacional de Megavacinação. O objetivo da pasta é alertar aos 21 milhões de brasileiros com segunda dose atrasada a importância de completar a imunização contra a Covid-19, além de relembrar os aptos a tomar a dose de reforço. No Rio de Janeiro, a ação contou com a participação do ministro Marcelo Queiroga, ele destacou que a imunização completa pode frear possíveis novas ondas da doença. “O que tem acontecido em alguns países da Europa, notadamente do leste europeu, Alemanha e Áustria agora estão sofrendo com uma nova onda de casos, pessoas que não tomaram a vacina ou aqueles que já tomaram há mais de seis meses, precisa ser utilizado o reforço. E aqueles que não tomaram a segunda dose, buscar as salas de vacinação para tomar a segunda dose”, disse Queiroga.

Além do Rio de Janeiro, outros quatro estados e o distrito federal realizaram eventos no sábado. Em brasília, o motoboy Cristiano Ferreira de Brito aproveitou para tomar a primeira dose, atrasada desde julho. “Eu passei aqui, perguntei até que dia ia ficar vacinando, me disseram que era só hoje, então, vacinei hoje”, contou. Em São Paulo, quem acompanhou o início da campanha foi a secretária extraordinária de enfrentamento à Covid-19 do ministério da Saúde, Rosana Leite de Melo. Ela disse que há uma preocupação com o aumento de casos em algumas regiões do país e que a liberação do uso de máscaras não deve acontecer tão cedo. “Surtos de casos pontuais, nós identificamos no Brasil como um todo, principalmente na região de fronteira, nas regiões Norte, embora sejam pontuais nos preocupam porque nos nossos países vizinhos a cobertura vacinal não está tão avançada quanto a nossa e, hoje em dia, nós não temos mais fronteiras”, disse. Sobre as mudanças nas regras de vacinação feitas recentemente pelo ministério e questionadas pela Anvisa, como a redução do intervalo entre segunda e terceira dose e a aplicação de uma segunda dose da vacina da Janssen, Rosana garantiu que a agência e a pasta trabalham juntas.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini