MP denuncia supostas irregularidades em contratos do Carnaval de rua de São Paulo

O ex-secretário de Cultura, Alexandre Youssef, a SPTuris e o presidente da empresa, Osvaldo Arvate Junior, e a cervejaria Ambev estão entre os denunciados 

  • Por Jovem Pan
  • 03/12/2020 07h53 - Atualizado em 03/12/2020 10h52
FELIPE RAU/ESTADÃO CONTEÚDOSP - CARNAVAL 2020/SP/TARADO NI VOCÊ - GERAL - Foliões se divertem com o desfile do bloco Tarado Ni Você, com concentração na Avenida Ipiranga com a São João, no centro da cidade de São Paulo, neste sábado

O Ministério Público de São Paulo denunciou o ex-secretário de Cultura da cidade de São Paulo, Alexandre Youssef, a SPTuris e o presidente da empresa, Osvaldo Arvate Junior, e a cervejaria Ambev por irregularidades no contrato de patrocínio do carnaval de rua da capital paulista em 2020. O contrato de patrocínio foi assinado durante a gestão de Alexandre Youssef que também é um dos fundadores do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta. A chefe de gabinete da secretaria de Cultura na época, Carla Mingolla, e funcionários da SPTuris também foram denunciados pelo promotor Ricardo Manuel Castro. Os agentes públicos envolvidos são acusados de improbidade administrativa.

O promotor Ricardo Manuel Castro afirma que a SPTuris subcontratou várias empresas para prestação de serviços como limpeza de rua, locação de ambulância, fornecimento de equipamentos e banheiros químicos sem a devida licitação. A denúncia lista mais de 40 serviços usados do carnaval que não poderiam ter sido contratados sem licitação, e totalizam mais de R$ 30 milhões em gastos feitos pela SPTuris durante o evento. Por meio de nota, a Prefeitura de São Paulo informou que está à disposição e prestará os esclarecimentos necessários. A cervejaria Ambev disse que não teve acesso a qualquer documento relacionado aos fatos descritos e desconhece qualquer ação judicial relacionada. A Companhia alega que participou e venceu a licitação para o Carnaval de São Paulo de forma regular dentro do compromisso com a legalidade. A denúncia ainda será levada para um juiz, que vai decidir se os denunciados serão tornados réus ou não na investigação feita pelo MP-SP.

*Com informações do repórter Victor Moraes