‘Não terá grande força’, diz Major Vitor Hugo sobre atos contra Bolsonaro marcados para este sábado

Deputado do PSL afirmou que boa relação com presidente da Câmara e com população brasileira farão com que impeachment não seja pautado

  • Por Jovem Pan
  • 19/06/2021 09h48
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência BrasilMajor Vitor Hugo foi entrevistado no programa 'Jornal da Manhã'

O deputado Major Vitor Hugo, líder do PSL na Câmara dos Deputados, foi entrevistado pelo “Jornal da Manhã”, da Jovem Pan, neste sábado, 19, e falou sobre as articulações da oposição para tentar imputar um processo de impeachment contra Jair Bolsonaro. Para ele, as manifestações marcadas para este fim de semana não terão a mesma proporção das feitas por apoiadores do presidente no último sábado. “Está muito claro que o Brasil já percebeu que nós não podemos retroceder naquilo que nós conquistamos com a eleição do presidente Jair Bolsonaro. Se olharmos para tudo aquilo que foi combatido na época do Lula, da Dilma, onde eles investiam bilhões e bilhões de reais em projetos estrangeiros de ditaduras socialistas, onde montaram um esquema de corrupção bilionário aqui no Brasil para a compra de votos e financiamento de campanha. Tenho certeza que a capacidade de mobilização deles, de convencimento, fora aqueles fanáticos de esquerda, não acho que vai ter uma grande força”, afirmou. Para ele, a manifestação da oposição não terá a mesma espontaneidade da daqueles que apoiam o presidente.

A pautação do impeachment de Bolsonaro, com mais de 100 pedidos enviados à Câmara, é para o deputado algo impossível de acontecer no mandato. “Não vejo viabilidade jurídica nem viabilidade política para que um pedido de impeachment desse prospere. Primeiro que o presidente tem mantido uma ótima relação política e de proximidade com o presidente da Câmara, que é quem tem a chave do impeachment, segundo que o presidente também tem mantido uma boa relação com a população brasileira, que no fundo é quem decide”, afirmou, analisando que não há crime cometido por Bolsonaro e que a economia teve bom desenvolvimento para um período de pandemia. Ele recordou do momento em que Dilma foi tirada do poder, quando até mesmo membros da esquerda estavam contra a presidente.

Após meses de propagandas pedindo que a população ficasse em casa e tecendo críticas à direita por ir às ruas em busca de bandeiras políticas, a oposição registrou uma “mudança de rumo” convocando todos a saírem de casa, contradição criticada pelo parlamentar. “Se é errado ir às ruas, eles estão errados agora? Ou era certo ir às ruas e nós estávamos certos desde o princípio”, afirmou. Como adiantado em transmissão ao vivo com Jair Bolsonaro na última quinta-feira, 17, o líder do PSL deve migrar de partido assim que o presidente decidir para qual legenda seguirá em 2022. “Imagino que pelo menos para a maior parte dos deputados hoje no PSL nós seguiremos o presidente para o partido que ele definir. Hoje me parece, do nosso sentimento e do que nós temos visto e conversado com o Flávio, e da reunião que nós tivemos com o presidente ao longo da semana, que o Patriota é uma possibilidade que tem se firmado cada vez mais. Se for o Patriota, eu irei com certeza e uma parte do PSL também”, afirmou.

Confira o Jornal da Manhã deste sábado, 19, na íntegra: