Nova antena vai permitir o monitoramento da Amazônia em tempo real

Atualmente, o envio das imagens depende de fornecedores estrangeiros e pode levar semanas; segundo o vice-presidente Hamilton Mourão, o novo satélite vai permitir cobertura de todo território brasileiro

  • Por Jovem Pan
  • 22/07/2021 12h32 - Atualizado em 22/07/2021 17h01
REUTERS/Bruno KellyEquipamento, que custou US$ 5,8 milhões, será totalmente financiado com recursos do Fundo Amazônia

O governo federal vai inaugurar uma antena em Formosa, no Estado de Goiás, que vai possibilitar o acompanhamento de crimes ambientais em tempo real. O equipamento faz parte de um projeto que visa reduzir o desmatamento na Amazônia, com monitoramento de ações ilegais e facilitando o acesso para os órgãos de fiscalização. O diretor-geral do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), Rafael Costa, explica que a expectativa é que os resultados sejam imediatos. O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, que coordena o Conselho da Amazônia também ressalta que o novo equipamento será extremamente útil. “A cobertura vai aumentar. Hoje, o satélite manda imagens para uma antena, só temos uma antena que capta as imagens que vem dos satélites. Essa outra antena vai permitir que todo território brasileiro esteja devidamente coberto.”

Os contratos atuais dependem de fornecedores estrangeiros que levam dias ou semanas para repassar as imagens de satélite, uma vez que é preciso baixar esse material, processar e depois repassar ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que é responsável pelo monitoramento. A partir desta nova antena, os dados poderão ser acessados em minutos e uma segunda antena será colocada a cerca de 40 quilômetros de Manaus, o que deve garantir o monitoramento de todo o território. O equipamento, que custou US$ 5,8 milhões, será totalmente financiado com recursos do Fundo Amazônia e vai acabar beneficiando também outras áreas do país, pontua Rafael Costa. “Como consequência disso, esperamos um resultado positivo na questão das queimadas, porque diminuindo o desmatamento você diminui as queimadas na região. Também é um novo equipamento que estará disponível para a questão meteorológica.”

*Com informações do repórter Luciana Verdolin