Obra de Tarsila do Amaral é leiloada por R$ 57,5 milhões

A venda do quadro ‘A Caipirinha’ consolida a artista como a pintora mais cara do Brasil

  • Por Jovem Pan
  • 18/12/2020 06h36 - Atualizado em 18/12/2020 09h29
ReproduçãoA pintura "A Caipirinha" foi feita em 1923, um ano depois da semana da arte moderna.

A venda do quadro “A Caipirinha” consolidou Tarsila do Amaral como a pintora mais cara do Brasil. A pintura foi vendida por R$ 57,5 milhões, o maior valor pago por uma obra brasileira em uma venda pública. O lance inicial ultrapassou os R$ 47,6 milhões, sendo que três colecionadores disputavam o quadro da pintora modernista, arrematado em 15 minutos. O nome do comprador, no entanto, não foi revelado. No entanto, este não é o quadro mais caro de Tarsila do Amaral. A obra “A Lua”, conhecida por ser uma das favoritas do escritor Oswald de Andrade, marido da pintora, foi o primeiro quadro da artista vendido ao Museu de Arte Moderna de Nova York. O valor exato pago pelo museu nunca foi divulgado, mas, segundo as especulações, foi algo entre R$ 75 milhões e R$ 100 milhões.

A pintura “A Caipirinha” foi feita em 1923, um ano depois da semana da arte moderna. As cores vibrantes, as linhas retas e formatos geométricos trazem os elementos dos movimentos vanguardistas. No quadro, Tarsila representa ela mesma, quando criança, brincando de bonecas na fazenda em que passou a infância, no interior de São Paulo. Tarsilinha, a sobrinha-neta da pintora, diz esperar que a obra fique no Brasil e que possa ser emprestada para exposições, mas reconhece a importância do quadro estar em outro país. O quadro é alvo de uma disputa judicial entre Carlos Eduardo Schahin e doze bancos. Isso porque Carlos Eduardo é Filho do empresário Salim Taufic Schahin, envolvido na operação Lava Jato. Os credores afirmam que Salim tem uma dívida de mais de R$ 2 bilhões e, portanto, a venda do quadro seria uma forma de quitar a dívida. Carlos Eduardo afirma que a obra foi vendida a ele pelo pai em 2012, pelo valor de R$ 240 mil, mas os bancos questionam a versão, alegando que a pintura sempre esteve com Salim.

*Com informações da repórter Camila Yunes