Otavio Frias Filho é lembrado por familiares e colegas como um defensor do pluralismo
Morto aos 61 anos, o diretor de redação da Folha de S. Paulo, Otávio Frias Filho, é lembrado como um defensor do pluralismo.
A cerimônia de cremação foi realizada na tarde desta terça-feira (21) no cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, na região metropolitana. O executivo morreu no mesmo dia, pela madrugada, por complicações de um câncer no pâncreas; ele ficou 34 anos a frente da publicação.
O professor de comunicação da Universidade de São Paulo, Eugênio Bucci, considerou que Otávio Frias Filho construiu o jornal mais plural do país.
O editor-executivo da Folha se lembrou de um diretor de redação que prezava por ouvir todos os lados. O jornalista Sérgio Dávila afirmou que Otávio Frias Filho sempre tentava registrar no noticiário as posições mais controvertidas.
Atual diretor de jornalismo da TV Band, o jornalista Fernando Mitre foi editor do extinto Jornal da Tarde e, portanto, concorrente direto da Folha de S. Paulo. O executivo afirmou que Frias Filho não se notabilizava apenas pelo trabalho feito como dirigente de imprensa, mas também como intelectual.
O velório de Otávio Frias Filho também foi marcado pela presença de políticos de diferentes correntes ideológicas.
A senadora Marta Suplicy destacou que o jornalista fará muita falta especialmente se considerarmos o momento que o país atravessa.
Otávio Frias Filho enfrentava o câncer no pâncreas há quase um ano; em virtude da doença, ele vinha gradativamente diminuindo as atividades na Folha de S. Paulo. O jornalista deixa esposa e duas filhas.
*Informações do repórter Tiago Muniz
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