Para evitar ressecamento, startup aposta em antisséptico mais suave para pele

A Aya Tech desenvolveu produtos sem álcool que protegem contra bactérias e vírus, inclusive o da Covid-19, por até seis horas

  • Por Jovem Pan
  • 27/11/2020 07h12 - Atualizado em 27/11/2020 12h07
PixabayCriada no ano passado, a linha de produtos foi pensada para combater doenças como a gripe e H1N1; com a pandemia, itens exclusivos para combate ao coronavírus foram desenvolvidos

Apesar de o uso do álcool em gel ser uma das maneiras mais eficazes na prevenção do coronavírus, a utilização contínua pode causar ressecamento nas mãos. Pensando nisso, uma startup brasileira desenvolveu produtos antissépticos sem álcool e que protegem por até seis horas. O Salvador Corrêa Neto, de 35 anos, adotou o produto há alguns meses e comprova as vantagens. “Como eu estava procurando alguma coisa que conseguisse me atender no sentido de estar higienizando as mãos. Por estar na casa de clientes, como o álcool gel ele resseca muito as mãos, ela me falou nesse produto, ele é bem diferente. Ele higieniza e deixa as mãos bem hidratadas.”

A cientista e CEO da Aya Tech, Fernanda Checchinato, afirma que a linha foi desenvolvida no ano passado, pensada inicialmente para combater doenças como a gripe e H1N1. Mas com o avanço da pandemia no país, foi necessário pensar em itens exclusivos para o combate da Covid-19. A empresária Fernanda Checchinato defende que esses produtos antissépticos deveriam ser distribuídos gratuitamente pelo poder público. “Deveria existir uma ação governamental dos nossos estados, dos nossos governantes, e tornar esses produtos como um EPI, um equipamento de proteção individual, isso deveria seria ser gratuito, disponibilizado no SUS e entregue para a população. Porque isso é fundamental para que reduza as doenças e desocupe os hospitais. Quanto mais você vai você investir em prevenção de saúde, mais vai dar condições para os hospitais estarem com menos pessoas, menos você vai gastar com remédio”, comenta. Checchinato ressalta que o Brasil deve investir em políticas de prevenção para garantir acesso de toda a população a produtos que salvam vidas, principalmente durante uma pandemia.

*Com informações da repórter Letícia Santini