Administração do Parque do Juquery deve mapear estragos causados pelo incêndio nesta quarta

Anteriormente, a prefeitura de Franco da Rocha havia dito que 80% da área havia sido consumida pelo fogo

  • Por Jovem Pan
  • 25/08/2021 11h01 - Atualizado em 25/08/2021 11h16
Foto: ETTORE CHIEREGUINI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO - 24/08/2021Fogo começou na parte do sul do parque quando um balão caiu em um eucalipto e começou a queimar a copa da árvore

A administração do Parque do Juquery, em Franco da Rocha, deve fazer nesta quarta-feira, 25, o mapeamento para definir a porcentagem devastada pelo incêndio causado por um balão. Anteriormente, a prefeitura do município havia dito que 80% da área havia sido consumida pelo fogo, mas vai aguardar o fim das operações de combate ao fogo para, com auxílio de drones, ter a dimensão do estrago. As ações do terceiro dia de incêndio se concentraram na prevenção. Duas aeronaves que fizeram o resfriamento do local, enquanto dois helicópteros águia faziam o combate a pequenos focos. Segundo o porta-voz da corporação, Major Marcos Palumbo, o objetivo é evitar novos incidentes. “A madeira queima em profundidade, pode haver requisição. Então é uma hora muito importante, até que a gente tenha a extinção total de qualquer foco dentro do parque.”

O fogo começou na parte do sul do parque quando um balão caiu em um eucalipto e começou a queimar a copa da árvore. O gestor do Juquery, Adriano Almeida, disse que o frio que atingiu a região recentemente prejudicou ainda mais a vegetação. “O balão caiu em cima de um eucalipto que estava muito seco devido à geada. A nossa equipe de brigada e bombeiros civis da unidade de conservação já estão embaixo do balão quando começou a queimar, só pelo vento e a umidade relativa muito baixa, o incêndio tomou proporções gigantescas. Cerrado tem uma relação muito próxima com o fogo, ele faz parte da sua dinâmica natural. Ele se regenera, mas vamos dar um reforço”, afirmou.

O Parque já registrou outros incêndios por causa da soltura de balões irregulares. A brigadista Jaqueline Coutinho trabalha no local desde 2019 e prestou apoio a uma outra operação de combate ao fogo em 2018. Para ela, a destruição dessa vez foi maior. “Três dias intensos, a gente conseguiu controlar agora, ainda tem alguns focos, mas o avião está fazendo o rescaldo. Para nós é como se fosse um parente próximo, quando a gente vê o estado que ficou o cerrado. Quando subimos no mirante e vemos o quanto que queimou, pelos bichos também. Aqui é a extensão da nossa casa, então ficamos bem chateados”, disse. A administração do Parque do Juquery registrou um boletim de ocorrência e a polícia já investiga o caso.

*Com informações da repórter Nanny Cox