Patrícia Ellen: Sem quarentena, Estado de SP poderia ter quase 1 milhão de casos da covid-19

  • Por Jovem Pan
  • 28/05/2020 10h03
Ananda Migliano/Estadão ConteúdoSegundo ela, o vírus não reconhece fronteiras entre os municípios, por isso ações gerais e locais são importantes.

A secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Patrícia Ellen, reforçou que o plano de retomada econômica e flexibilização do isolamento social apresentado pelo governador João Doria é “baseado em dados, na ciência e respeita critérios de saúde”.

As medidas divulgadas na última quarta-feira (27) geraram debates nas redes sociais tanto pela falta de datas fixas quanto pela decisão de reabrir a cidade de São Paulo, considerado epicentro da covid-19 no Brasil.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, ela destacou que, mesmo com a divisão que respeita os 17 Diretórios Regionais de Saúde (DRS) e a cidade de São Paulo, serão os prefeitos que farão as compactuações com os setores e definirão datas de retomada.

Segundo ela, o vírus não reconhece fronteiras entre os municípios, por isso ações gerais e locais são importantes. “Temos que trabalhar otimizando o sistema de saúde para entender a evolução da pandemia. A capacidade da saúde é acompanhando a ocupação dos leitos de UTI e a quantidade de UTI a cada 100 mil habitantes. Já a evolução é entendida monitorando a variação de casos, internações e óbitos.”

Patrícia Ellen reforçou um dado apresentado ontem pelo Governo: com as medidas adotadas, pelo menos 65 mil vidas foram salvadas. “O Estado de São Paulo poderia ter um cenário com quase 1 milhão de casos hoje. Nosso sistema de saúde teria colapsado e estaríamos sob o caos. São Paulo não deixou de atender ninguém e isso é uma vitória conquistada com o esforço de todos.”

De acordo a secretária, a equipe do Plano São Paulo trabalhou “exaustivamente” nos últimos dois meses para integrar dados e definir a melhor forma de retomar as atividades e não “voltar atrás” e perder o que foi feito até aqui.

Entre as principais medidas tomadas, ela ressaltou a criação do SIMI-SP que monitorou o índice de isolamento social em todo o Estado. “A abertura deve ser responsável. O nome ‘retomada consciente’ remete a esse desafio.”