PIB brasileiro deve cair 4,5% em 2020, estima Waldery Rodrigues

No entanto, o secretário Especial da Fazenda espera alta de 3,2% para a economia em 2021

  • Por Jovem Pan
  • 25/11/2020 08h08 - Atualizado em 25/11/2020 09h43
Frederico Brasil/Estadão ConteúdoWaldery Rodrigues é o atual secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia

O Secretário Especial da Fazenda do Ministério da Economia considera que o fundo do poço ficou para trás, ao citar a crise causada pela pandemia da Covid-19.Waldery Rodrigues estima que o Produto Interno Bruno (PIB) brasileiro vai cair 4,5% em 2020, mas espera alta de 3,2% no ano que vem. De acordo com o governo, já foram liberados R$ 100 bilhões em medidas em favor do crédito e cita mudanças no mercado de capitais. Em apresentação no Congresso Nacional, nesta terça-feira, 24, o secretário destacou que a arrecadação de impostos mostra superação da crise. “E quando a gente olha o que aconteceu com a economia, claramente, quando a gente olha arrecadação de ICMS e IPVA, o fundo do poço se deu em maio. Quando a gente olha o acumulado, na realidade, já está no expecto positivo, o acumulado já está em 0,8%. O Brasil está caminhando para um perfil de enfrentamento dessas mazelas muito melhor do que tínhamos

O secretário especial da Fazenda saiu em defesa das reformas e citou a necessidade de mudar a lei de falências em favor das empresas. Sem dar detalhes, Waldery Rodrigues explicou que o governo deve enviar ao Congresso uma Medida Provisória com alterações no mercado de capitais. “Enviaremos uma Medida Provisória associada a alterações em mercado de capitais e a lei de falências e recuperação judicial.  Lei de falências e recuperação judicial é um item importantíssimo. Fiz questão de destacar, eu e a equipe, que é uma área que seguiremos e trará reflexos muito positivos para o crédito, para o crescimento e para manutenção do emprego, evitando que as empresas sejam fechadas”, afirma. O secretário especial da Fazenda acrescentou ainda que os sinais vitais da economia têm de ser preservados. Waldery Rodrigues aponta que qualquer medida adotada precisa levar em conta o “zelo fiscal”.

*Com informações da repórter Letícia Santini