Polícia não vê relação entre morte de vereador brasileiro e chacina na fronteira com o Paraguai

Farid Afif, de 37 anos, foi assassinado quando andava de bicicleta na cidade de Ponta Porã; um dia depois, quatro pessoas foram executadas a tiros ao sair de uma casa noturna

  • Por Jovem Pan
  • 10/10/2021 10h43
Farid Afif/Reprodução de vídeoPouco antes de ser assassinado, vereador publicou vídeo avisando que andaria de bicicleta

Farid Afif, de 37 anos, era vereador em Ponta Porã, cidade do Mato Grosso do Sul. Ele foi morto a tiros na sexta-feira, 8, quando andava de bicicleta. Momentos antes, Farid publicou um vídeo nas redes sociais em que fala sobre o passeio: ele chama a saída de “sexta-feira sustentavel”. Os tiros que o mataram teriam partido de alguém que passou com uma motocicleta no local. A polícia analisa imagens de câmeras de segurança e já informou que não há indícios de que o crime esteja relacionado com outra cena de execução que foi registrada na manhã seguinte a poucos quilômetros dali, na cidade paraguaia vizinha de Pedro Juan Caballero. Na ocasião, quatro pessoas saiam de uma casa noturna e entravam em um veículo quando atiradores se aproximaram e dispararam diversas vezes. Todos morreram no local.

Entre as vítimas da chacina está Haylee Carolina Yunis, de 21 anos, filha do governador do estado de Amambay, no Paraguai. Ela levou 6 tiros. As outras vítimas foram o cidadão paraguaio Omar Vicente Alvarez Grance de 32 anos, conhecido como Bebeto, que levou 31 tiros; as brasileiras Kaline Reinoso de Oliveira, de 32 anos que foi morta com 14 tiros
e Rhamye Jamilly Borges de Oliveira de 18 anos, morta com 10 tiros. Para a imprensa paraguaia, o chefe da investigação local disse que Bebeto seria o alvo dos bandidos e que as jovens morreram porque estavam com ele no momento. Outras pessoas também foram atingidas e ficaram feridas. A fronteira entre Paraguai e Mato Grosso do Sul é uma região de disputa pelo controle das rotas de tráfico de drogas e armas.