Política pública para autotestes deve focar em trazer preços atrativos, diz diretor da Anvisa

Agência decidirá nesta sexta-feira se liberará o uso do exame no Brasil; deliberação foi adiada por falta de informações sobre como o método de testagem seria implantado no país

  • Por Jovem Pan
  • 21/01/2022 10h28 - Atualizado em 21/01/2022 14h48
Reprodução/Youtube/Jovem Pan News Gerente-geral da Anvisa, Gustavo Mendes, em entrevista ao Jornal da Manhã Gerente-geral da Anvisa, Gustavo Mendes, em entrevista ao Jornal da Manhã

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discutirá nesta sexta-feira, 21, sobre o  uso de autotestes para a detecção da Covid-19 no Brasil — exame onde a coleta de material é feita pelo próprio paciente. Na última quarta-feira, 19, a autarquia adiou a decisão por entender que a política pública apresentada pelo  Ministério da Saúde era incompleta. A Anvisa, então, deliberou realização de novas diligências junto à pasta. Nesta sexta-feira, às 14h30, a autarquia se reúne com a pasta para a apresentação de novas informações por parte do ministério. Em entrevista ao Jornal da Manhã, o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, esclareceu a importância do adiamento da decisão.

“É importante deixar claro que a decisão dos diretores essa semana foi de que era fundamental que houvesse uma política no que diz respeito ao autotestes, porque a gente sabe que a Covid-19 é uma doença em que a notificação compulsória. É preciso mapear muito bem como essa doença está se comportando e se alastrando pelo país. Há uma preocupação, no caso dos autotestes, que aconteça eventuais subnotificações de casos”, explicou o gerente-geral. “Por isso que a decisão da Anvisa foi para que houvesse uma conversa mais aprofundada com o Ministério para que se pudesse, então, desenvolver uma política mais definida sobre como as pessoas vão adquirir esses autotestes, onde poderão ser comercializados, quais as orientações necessárias as pessoas realizarem os exames e notificarem adequadamente os resultados”, detalhou Mendes.

O membro da Anvisa defendeu que a política pública oferecida pelo Ministério da Saúde deve focar, principalmente, em trazer autotestes com preços acessíveis ao Brasil e esclarecer como serão realizadas as notificações de casos positivos. “A gente sabe que tem empresas que já estão comercializando os autotestes a nível global e pretendem vir para o Brasil. Mas esse primeiro passo é fundamental, porque, uma vez que haja uma política, que fica  possível dizer quais serão os produtos que devem ser disponibilizados pela população brasileira”, afirmou. “A grande vantagem do autoteste tem que ser o preço atrativo e a possibilidade de se notificar adequadamente os casos positivos”, finalizou o gerente-geral.

Confira na íntegra a entrevista ao Jornal da Manhã: