Previdência: Medidas anunciadas dão sinalização favorável para ajuste das contas, diz economista

  • Por Jovem Pan
  • 16/02/2019 11h04
ReproduçãoSegundo Raul Velloso, o período de transição de 12 anos é uma forma de o Governo respeitar os direitos adquiridos

Nesta semana o Governo anunciou duas medidas que constarão na proposta de reforma da Previdência a ser enviada ao Congresso. São elas: idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 para homens, além do período de transição de 12 anos.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o economista especialista em finanças públicas, Raul Velloso, disse que ambas as medidas anunciadas dão sinalização “bastante favorável no ponto de vista de ajuste das contas”.

“Estamos caminhando bem para aprovar a reforma. Temos de reduzir o crescimento do número de beneficiários e reduzir o valor pago a eles. Temos de tomar medidas que atendam a esse objetivo, e a idade mínima é uma delas”, disse.

Ainda sem muitos detalhes, a reforma da Previdência deve tratar de forma separada setores distintos como os servidores estaduais, militares e até mesmo políticos e o Judiciário. Questionado se as condições seriam as mesmas para a aposentadoria nos demais setores, Veloso acredita que sim, mas de acordo com as características de cada um.

“Não há, de forma alguma, a intenção dos militares ficarem de fora da reforma, até porque hoje eles estão novamente muito próximos do poder e vem a questão do patriotismo e da necessidade de se dar o exemplo. Juiz é a mesma coisa. Grupo nenhum vai poder ficar de fora de alguma forma. Claro que de acordo com as características de cada grupo as medidas poderão ser diferenciadas”, explicou.

Segundo Raul Velloso, o período de transição de 12 anos é uma forma de o Governo respeitar os direitos adquiridos. “Essa transição será mais rápida do que jamais foi em outra proposta apresentada. A sociedade precisará entender, porque no outro lado estará o saneamento das contas públicas e a possibilidade de o Brasil voltar a investir de forma mais expressiva e a economia passar a crescer mais. Não podemos manter um sistema quebrado”, finalizou.

Confira a entrevista completa com o economista especialista em finanças públicas, Raul Velloso: