Putin diz que concentração militar é resposta à ameaça da Otan na Ucrânia

Em conversa telefônica, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, alertou o presidente russo que ações que desestabilizem a região trarão ‘consequências significativas’

  • Por Jovem Pan
  • 14/12/2021 08h04 - Atualizado em 14/12/2021 09h42
EFE/EPA/ALEXEI DRUZHININ / SPUTNIK / KREMLIN POOL MANDATORY CREDIT - 4/03/2021 O presidente da Rússia, Vladimir Putin Rússia quer estabelecer acordos internacionais para impedir o avanço da Otan na região e o uso de armamentos

Durante um telefonema com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que o aumento das tropas na fronteira com a Ucrânia é uma resposta à presença da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Cerca de 100 mil soldados foram enviados para a região. Na avaliação de Putin, a ampliação das atividades em terras ucranianas é uma ameaça à segurança russa. Em nota, o Kremlin acusou o vizinho de agravar propositalmente a situação nas fronteiras, usando armas pesadas e sobrevoando com drones em áreas proibidas pelo conjunto de medidas de Minsk. A Rússia quer iniciar imediatamente discussões para estabelecer acordos internacionais para impedir o avanço da Otan na região e o uso de armamentos. Já o primeiro-ministro Boris Johnson reiterou a importância de trabalhar através de “canais diplomáticos” para diminuir as tensões e encontrar soluções que sejam duráveis.

Boris Johnson também enfatizou o comprometimento com a integridade territorial e soberania da Ucrânia. O líder britânico alertou que qualquer ação que desestabilize a região terá “consequências significativas”. A postura contra uma eventual ofensiva russa é unanimidade. Durante uma reunião, também realizada nesta segunda-feira, 13, líderes europeus afirmaram a Vladimir Putin que a invasão na Ucrânia teria “consequências políticas e alto custo econômico”.

*Com informações da repórter Nanny Cox