Reformas e privatizações vão garantir crescimento econômico em 2021, diz Adolfo Sachsida

O secretário de Política Econômica avalia como positivo o resultado da economia no terceiro trimestre; segundo o IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 7,7% no período

  • Por Jovem Pan
  • 03/12/2020 10h39 - Atualizado em 03/12/2020 10h46
FREDERICO BRASIL/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOAdolfo Sachsida reforça a necessidade de "insistirmos nas agendas de reformas" em 2021

O crescimento dos índices da poupança, as reformas estruturantes e as privatizações devem garantir a retomada econômica em 2021. A avaliação é do secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, feita em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta quinta-feira, 03. Segundo o secretário, os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontam crescimento de 7,7% do Produto Interno Bruno (PIB) brasileiro no terceiro trimestre de 2020, mostram que o resultado para a economia foi “muito bom”. Para ele, embora o crescimento seja menor do que o esperado pelos analistas e técnicos do governo, o índice é positivo. “A taxa de poupança atingiu um dos maiores valores da série história 3,7 pontos percentuais em relação a 2019, junto com a retomada do serviço, a taxa de poupança vai dar a segurança necessária para entrar em 2021 mantendo o crescimento sem a necessidade do auxílio emergencial. Em 2021, vamos retomar o que deu resultado em todos os países do mundo ocidental, vamos retomar as reformas econômicas, privatizar, melhorar o nosso lado fiscal e, pode ter certeza, iremos caminhar para um país desenvolvido.”

Adolfo Sachsida reforça a necessidade de “insistirmos nas agendas de reformas” e cita a aprovação da nova lei de falências, o marco de saneamento básico, a independência do Banco Central, entre outros casos, como exemplos de ações conjuntas do Congresso Nacional e do Executivo que vão garantir o crescimento em 2021. Em meio à pandemia foi aprovado o marco do saneamento, a independência do Banco Central que é de muito tempo, a lei de falências que está lá a muito tempo e foi aprovada agora. Então, quando a gente olha a agenda econômica é uma agenda em que o governo federal e o Congresso são parceiras. Está andando e vai continuar andando. As privatizações vão andar em 2021, a economia brasileira vai abrir em 2021. A agenda de produtividade e consolidação fiscal voltará forte no ano que vem. Repito, é o que que deu certo em todos os países ocidentais”, disse. Contrariando temores de possíveis reflexos negativos do fim do auxílio emergencial para a economia, o secretário lembrou que a proposta do benefício era ajudar “as pessoas que não poderiam trabalhar”, funcionando de forma pontual.  “Pode terminar o auxilio não vai gerar um grande problema para a economia brasileira. O auxílio veio para uma situação. A economia está retomando, o setor de serviços está retomando. No 1º semestre [de 2020] vamos avançar nas reformas e vamos deslanchar.”

Ainda sobre os dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira, Adolfo Sachsida ressaltou que as projeções da secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia acertam “na mosca” a estimativa de retração de 3,9% em comparação com o ano passado. O secretário lembrou que, considerando as informações divulgadas, é possível ver que “estamos caminhando para uma retração de 4,5% do PIB neste ano”, o que é bem abaixo do inicialmente estimado pelos analistas. “Em abril, diziam que a queda seria de 10%, o Fundo Monetário Internacional (FMI) disse que seria superior a 9%. Vai ficar um pouco abaixo de 4,5% [retração da economia em 2020]. As medidas do governo federal e do Congresso Nacional, com o apoio da população, que se reinventou na pandemia, diminuíram o tamanho dessa recessão”, afirma.