Ricardo Nunes defende reajuste de comissionados e fala em ‘defasagem’

Segundo o prefeito, os comissionados do alto escalão não recebiam reajustes salariais desde 2011; novos salários vão ser de R$ 21 mil, R$ 24 mil e R$ 26 mil

  • Por Jovem Pan
  • 22/10/2021 11h08 - Atualizado em 22/10/2021 11h21
ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO - 17/05/2021Segundo o prefeito Ricardo Nunes o alto escalão municipal de São Paulo em postos de confiança não tinha salários reajustados desde 2011

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), defende aumento de salários do alto escalão municipal em cargos de confiança. Ele justifica seu projeto, aprovado em primeira discussão no Câmara legislativa, que eleva os vencimentos dos subprefeitos, chefes de gabinete e secretários adjuntos pela defasagem desde 2011. “A grande questão é que ficou durante muitos anos, mais de dez anos, sem nenhum tipo de correção. O salário de qualquer um que está há dez anos sem correção, quando acontece dá uma sensação de que houve um aumento percentual muito grande, mas não é”, afirma.

O placar apertado no Legislativo paulistano, com 31 votos favoráveis, 22 contrários, apenas 3 a mais do que os 28 necessários para aprovação, mostra que o tema não é fácil na Casa. Por isso, o prefeito retirou alguns temas desgastantes para os vereadores da base governista, a recriação da taxa do lixo, o aumento do IPTU com a correção da planta genérica de valores, que poderia elevar muito o imposto em 2022, mas ele não abriu mão da discussão da Reforma da Previdência, com inclusão dos aposentados e a questão dos salários do primeiro escalão municipal

Em janeiro de 2 mil e 22, o salário do prefeito terá aumento de 46%, de R$ 24 mil para 35,4 mil, uma lei sancionada por Bruno Covas, em dezembro de 2020, e que contempla também os secretários municipais. A Câmara autorizou agora um reajuste de 37% aos subprefeitos, de R$ 19 mil para R$ 26 mil; 22% aos chefes de gabinete, de R$ 17 mil para R$ 21 mil; e 35% aos secretários adjuntos, de R$ 18 mil para R$ 24 mil. O tema ainda depende da segunda votação na Câmara.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos