São Paulo aciona STF contra Ministério da Saúde por distribuição de vacinas

Ação foi tomada mesmo com recebimento de novas doses prontas para aplicação da CoronaVac; governo Doria reclama da alteração de critérios de distribuição

  • Por Jovem Pan
  • 14/08/2021 09h17
EFE/Antonio Lacerda/ArchivoJustiça foi acionada mesmo com entrega de doses da vacina da CoronaVac

Uma nova remessa de vacinas da CoronaVac pronta para aplicação chegou ao Brasil na noite desta sexta-feira, 13. Os imunizantes produzidos pela Sinovac foram recepcionados no Aeroporto de Guarulhos e alocados no armazém do Ministério da Saúde para posterior distribuição nacional. O secretário da Saúde do estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, lembrou que mais de 68 milhões de doses já foram entregues ao Programa Nacional de Imunização. Mesmo assim, o governo paulista decidiu entrar com ação no Supremo Tribunal Federal contra a pasta do governo de Jair Bolsonaro. A reclamação se dá pela alteração de critérios para distribuir os imunizantes: o governo paulista diz que o ministério está devendo 228 mil doses de vacinas da Pfizer/Biontech e há a alegação de que houve quebra do pacto federativo de divisão proporcional de doses em relação à população.

O ministério chegou a responder que isso ocorreu “para compensar” a diferença com outros Estados. Enquanto isso, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, defendeu que a população busque a vacinação para que o país possa vencer a pandemia de Covid-19. Em entrevista ao programa A Voz do Brasil, Cruz disse que a vacinação está diminuindo as mortes e internações. “A vacinação é a principal arma no enfrentamento à pandemia. A gente verifica que com o avanço da vacinação há uma redução significativa na quantidade de óbitos e internações, então, por esse motivo, a gente incentiva que toda a população busque a vacinação, porque ela, junto com as medidas não farmacológicas, se mostram medidas eficientes para que a gente possa vencer a pandemia”, afirmou. O secretário informou que ainda este mês cerca de 66 milhões de doses devem chegar ao Brasil. O número pode ser aumentado para 80 milhões se o Instituto Butantan conseguir antecipar a entrega de vacinas.

*Com informações do repórter Fernando Martins