Sem candidato próprio, bolsonarismo ainda busca quem apoiar em SP

O pleito para a chefia da capital paulista deve ter mais de 15 candidatos; os partidos têm até o dia 26 de setembro para confirmar e registrar as candidaturas

  • Por Jovem Pan
  • 14/09/2020 09h34 - Atualizado em 14/09/2020 09h38
Carolina Antunes/PRCarolina Antunes/PR

Eleito com 60% dos votos na capital paulista, o presidente da República, Jair Bolsonaro, tem uma base de eleitores desejada pela maioria dos candidatos à prefeitura de São Paulo. No entanto, sem a viabilização da Aliança pelo Brasil, partido idealizado por ele, se criou um vácuo entre os eleitores na disputa para chefiar a maior cidade da América Latina. Bolsonaro disse algumas vezes que não vai se envolver nas eleições municipais. Segundo ele, há “muito trabalho em Brasília”. “Decidi não participar, no 1º turno, nas eleições para prefeitos em todo o Brasil. Tenho muito trabalho na Presidência e, tal atividade, tomaria todo meu tempo num momento de pandemia e retomada da nossa economia”, disse em uma rede social.

Com isso, considerando a situação, a Jovem Pan conversou com parlamentar próximos ao presidente e militantes conservadores que apostam em dois cenários para esse eleitorado órfão. Um deles seria o apoio a algum candidato identificado com a direita. Nesta situação, o nome mais falado foi o de Arthur do Val, o Mamãe Falei, candidato à prefeitura de São Paulo pelo Patriota. Estes parlamentares descartam, no entanto, apoiar Joice Hasselmann, candidata do PSL e ex-aliada de Bolsonaro. A outra vontade dos bolsonaristas é fazer um voto de protesto, escolhendo um candidato que não seja dos partidos tradicionais. A ideia seria direcionar votos para um candidato como Levy Fidelix (PRTB), candidato à prefeitura pelo partido do vice-presidente, Hamilton Mourão.

Na opinião do cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), os poiadores do presidente devem escolher um candidato de um partido mais tradicional. “Máquinas partidárias mais bem estruturada é que logram esse resultado [conquista da eleição]. A campanha municipal não depende só de rede social, ela tem que fazer muita visita em bairro, tem que botar o pé na estrada, tem que conversar com o eleitor, participar de debate. Então, é uma campanha mais complexa e que requer máquinas partidárias com recursos financeiros e muitas redes de apoio”, explica. O pleito para a chefia da capital paulista deve ter mais de 15 candidatos. Os partidos políticos têm até o dia 26 de setembro para confirmar e registrar as candidaturas.

*Com informações do repórter Leonardo Martins