PCB desiste de candidatura em SP para apoiar Guilherme Boulos

Partido, que tinha o professor Antonio Carlos Mazzeo como pré-candidato, citou construção de ‘frente única’ da esquerda para disputa à Prefeitura da capital paulista

  • Por Jovem Pan
  • 13/09/2020 17h16 - Atualizado em 13/09/2020 17h20
João Henrique Moreira/Jovem PanAlém do PCB, a chapa liderada por Guilherme Boulos tem recebido apoio de artista e intelectuais historicamente ligados ao PT

O Partido Comunista Brasileiro (PCB), que tinha como pré-candidato à prefeitura de São Paulo o professor Antonio Carlos Mazzeo, decidiu abrir mão da disputa na capital para apoiar o candidato do PSOL, Guilherme Boulos. “Na cidade de São Paulo, diante do apelo de massas da candidatura de Boulos e Erundina, protagonismo de movimentos populares, como o MTST, a construção de uma frente única se torna viável e necessária para levarmos essa candidatura à vitória nas eleições”, diz nota assinada pela Comissão Política Regional de São Paulo do PCB e divulgada neste domingo, 13. A sigla cita ainda as dificuldades de reorganização da esquerda após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, em 2016, e a não efetivação de uma frente única na maioria das principais cidades do País.

Em São Paulo, a construção da frente deve se dar de forma “programática” e “ampla”, diz o PCB. “Requer uma maior responsabilidade dos companheiros do PSOL, no sentido de soldarem a unidade e incorporarem na campanha os mais diversos apoios de outros partidos de esquerda, movimentos populares e as mais distintas bases de lutadores sociais, o que implica a disposição de construir uma unidade realmente coletiva.” A oficialização do apoio ao PSOL será feita em convenção partidária na próxima terça-feira, 15, às 19h.

Mazzeo chegou a sair como candidato ao Senado em 2010 e à Câmara Municipal de São Paulo em 2016, mas não foi eleito. Já no começo deste mês, o professor afirmou que estava conversando com forças de esquerda para decidir se seria mais útil fazer uma aliança ou continuar independente. Ele citou o “momento difícil” que o país vive. “Você tem uma fragmentação muito grande e um acirramento ideológico que há muito tempo o Brasil não via.” Além do PCB, o PSOL tem recebido apoio de artista e intelectuais historicamente ligados ao PT, que lançou Jilmar Tatto à Prefeitura. Para a Câmara Municipal de São Paulo, o PCB vai manter suas duas candidaturas, as chamadas “Bancada do Poder Popular” e “Bancada da Juventude Trabalhadora”. “A ideia é fazer um mandato coletivo Será um compromisso formal do partido de fazer discussões e decidir tudo coletivamente”, explica Mazzeo.

*Com Estadão Conteúdo