Senado volta a discutir a compra de vacinas contra a Covid-19 por empresas

Proposta autoriza que as companhias fiquem com metade das doses adquiridas e repassem os outros 50% ao Sistema Único de Saúde

  • Por Jovem Pan
  • 10/08/2021 07h50 - Atualizado em 10/08/2021 10h51
EFE/EPA/SANDER KONINGAtualmente, a legislação obriga que a iniciativa privada destine toda a carga comprada à saúde pública

O Senado Federal retomou a discussão sobre a compra de vacinas contra a Covid-19 por empresas privadas. A matéria já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e segue tramitando no Congresso Nacional. A proposta autoriza que as companhias fiquem imediatamente com metade das doses adquiridas e repassem os outros 50% ao Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, a legislação obriga que a iniciativa privada destine toda a carga comprada à saúde pública. No entanto, em audiência no Senado, a diretora da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica, Milva Pagano, afirmou que o setor está preparado. “Gostaria de manifestar o nosso apoio ao PNI e nos manifestar, inclusive, que estamos prontos e dispostos para em um momento futuro, se assim for considerado pela sociedade e pelo governo, a participação da iniciativa privada.”

A Sociedade Brasileira de Análises Clínicas também apoia a compra de vacinas pela área privada. A representante da entidade, Gilcilene Chaer, aponta para a necessidade de melhorar cada vez mais o acesso aos imunizantes. “Com o avanço da ampliação da vacinação, número de doses também aumentado e os laboratórios que já estão produzindo vacinas, vemos nesse projeto uma forma de ampliar o acesso. Estamos dispostos a discutir e contribuir com esse cuidado para toda a população”, pontua. 

Da mesma forma, a diretora de Imunização e Doenças do Ministério da Saúde, Cássia Fernandes, acredita que o setor privado tem muito a contribuir. “Estamos também em um momento em que estudos estão sendo realizado para gerar evidências científicas para discutir uma terceira dose da vacina, independente de qual vacina tenha sido tomada. E também na discussão da vacinação para 2022, estudos estão sendo realizados para discutir isso no mundo todo, que seria aquisição de vacinas para imunização anual”, afirma, lembrando que os contratos do governo federal com os laboratórios terminam no fim do ano. Ainda faltam evidências sobre a necessidade de vacinação anual contra o coronavírus.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos