Senadores da CPI da Covid-19 defendem quebra de sigilo de Bolsonaro no STF

Comissão alega que o presidente da República não está imune às investigações do Legislativo

  • Por Jovem Pan
  • 02/11/2021 09h16 - Atualizado em 02/11/2021 09h16
WALLACE MARTINS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Presidente da república, Jair Bolsonaro, durante cerimônia no Palácio do Planalto Técnicos do Senado contestam a tese de que uma investigação contra o presidente só pode ser feita pelo procurador-geral da República

A CPI da Covid-19 volta a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o presidente Jair Bolsonaro fique afastado das redes sociais e defendem que a ação do mandatário contra os requerimentos da comissão deve ser rejeitada. Os técnicos do Senado afirmam que a aprovação do requerimento pelo colegiado foi regular e contestam a tese de que uma investigação contra o presidente só pode ser feita pelo procurador-geral da República. No documento encaminhado ao STF, os senadores afirmam que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) apontou a existência de um verdadeiro sistema em torno do mandatário, inclusive instrumentalizando suas redes sociais para a propagação de fake news.

Na manifestação, o colegiado afirma que as redes sociais de Bolsonaro são administradas pelo filho dele, o vereador Carlos Bolsonaro. Por isso, a CPI defende que não há imunidade e confirma que o chefe do Executivo precisa ser banido das redes sociais. No último dia de trabalhos da comissão foi aprovado requerimentos que pedem a quebra do sigilo telemático, o banimento do presidente das redes sociais e retratação de Bolsonaro por associar as vacinas contra a Covid-19 a casos de Aids. No último sábado, o ministro Alexandre de Moraes deu 48 horas para a CPI enviar informações sobre o tema. Em resposta, o Senado informou que as providências tomadas pelo colegiado estão dentro da legalidade e que os presidente não está imune dos poderes de investigação do Legislativo.

*Com informações da repórter Iasmin Costa