Temer promete entregar a Bolsonaro o comando de um País melhor do que o assumido em 2016

  • Por Jovem Pan
  • 29/10/2018 06h45
Cesar Itibere/PR A expectativa é grande essa semana com a transição de Governo que se inicia

O presidente Michel Temer promete entregar o país ao novo presidente eleito, em 1º de janeiro do ano que vem, em uma posição bem mais confortável do que aquela em que ele assumiu em 2016.

A promessa de Temer era de recolocar o país nos trilhos. A prioridade do presidente era com o aumento da geração de empregos. O Brasil ainda tem mais de 12,5 milhões de desempregados, mas os números já mostram sinais, mesmo que lentos, de recuperação.

Agora em setembro, o ministro do Trabalho, Caio Vieira de Melo, comemorou a criação de 137 mil novas vagas com carteira assinada, o melhor resultado para o mês desde 2013. Falta, no entanto, ainda muito para a recuperação do emprego no país. A área econômica justifica que, como o Brasil passou por uma grave recessão, é normal que os empresários estejam ainda temerosos evitando novas contratações.

Segundo especialistas, a recontratação de funcionários costuma ser feita apenas quando a recuperação econômica já está sendo sentida em todos os setores. De um modo geral, os índices têm melhorado nos últimos anos: o Produto interno Bruto Brasileiro, que na época da presidente Dilma Rousseff, teve uma retração de 3,9%, tem a previsão de fechar 2018 com alta de 1,3%, os juros caíram, a inflação no governo Temer despencou de mais de 10%, para algo em torno de 4% ao mês.

O problema é que a população, ainda não sente os efeitos dessa recuperação. O preço da gasolina, que bate na marca dos R$ 5 assusta, assim como o preço do botijão de gás. Por outro lado, o presidente Michel Temer, que se diz reformista, não se cansa de comemorar a aprovação do chamado teto dos gastos, da reforma do ensino médio, da aprovação da reforma trabalhista e até hoje lamenta a não aprovação da reforma da Previdência, que foi abandonada em nome da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

Michel Temer classifica de extraordinários os resultados obtidos até agora. O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, também destacou avanços na sua área, mas foi mais cauteloso. Segundo ele, os índices de homicídios e roubos de cargas reduziram mas o problema é complexo, por isso ainda há muito o que fazer. Ele ressaltou, no entanto, a definição de investimentos na área.

A expectativa é grande essa semana com a transição de Governo que se inicia. Todos os ministérios preparam documentos detalhando a situação de cada pasta. Todo o material será apresentado à equipe do novo presidente eleito.

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*Informações da repórter Luciana Verdolin