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Tempo bom leva milhares de paulistanos às ruas em São Paulo

Com o calor acima de 30 graus, muitas pessoas aproveitaram para sair e desrespeitaram as orientações para evitar aglomerações

Caroline Hardt

Quem ficou em São Paulo no feriado da independência teve de se contentar em ocupar as margens do lago do Ibirapuera. Com o calor acima de 30 graus, muitas pessoas aproveitaram para tomar sol no gramado e se refrescar com água de coco. Fabiana mora no centro e foi passear com o marido. Ela conta que tem ido todos os finais de semana, mesmo com o parque fechado. “Pra mim não faz nenhum sentido, porque está aglomeração do mesmo jeito. Então não faz sentido se ele estivesse aberto, é ar puro. Estamos juntos, todo mundo está aglomerado do mesmo jeito, então não tem noção, né?

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Flavio Funagoshi voltou para São Paulo há cinco meses depois de passar 10 anos trabalhando no Japão. Desempregado, ele vai toda semana ao parque para praticar atividades físicas e não entende porque os espaços continuam fechados. “Como eu estou parado venho toda semana, ou venho de bike ou venho com a minha mãe para trazer ela. Pra mim não faz sentido nenhum [fechar os locais], porque os únicos espaços que as pessoas têm são os parques. Então deixam fechados os parques e concentram em pequenos núcleos na frente. Então, pra mim, não faz sentido, se o parque estivesse aberto a galera fica mais dispersas, não fica tão concentrada”, afirma. O medico Obe Fainzilber acha uma falta de respeito os parques estarem fechados, já que eles são os únicos espaços de lazer para o paulistano. Obe não entende porque as praias receberam milhões de visitantes e nada é feito para evitar as aglomerações. “As pessoas morreram com todo esse confinamento, eles continuam insistindo nessa ideia absurda e idiota. Libera a praia, descem 500 mil carros e 300 mil pessoas e aqui fechado. É um absurdo total.

*Com informações do repórter Victor Moraes

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