Tiroteios, assaltos e sequestros: Violência assusta os moradores de São Paulo

Da periferia às áreas mais nobres, rotina de crimes avança pela capital paulista

  • Por Jovem Pan
  • 06/10/2021 08h52 - Atualizado em 06/10/2021 10h14
JOHNNY MORAIS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDORecentemente, ocorreram dois assaltos em menos de uma semana no bairro Cidade Jardim, cujo metro quadrado está avaliado em R$ 22 mil

Todos os dias, moradores de São Paulo levam um susto. Assaltos, tiroteios, furtos, sequestros. “Foi muito tiro, metralharam meu carro todo, está todo perfurado”, conta um morador, que não quis se identificar. Nesta terça-feira, 5, câmeras de segurança flagraram uma quadrilha armada com fuzis trocando tiros com seguranças em um mercado no Grajaú, Zona Sul da capital paulista. Durante a tentativa de assalto, o alvo foi um carro forte. Os homens abandonaram uma bolsa com explosivos no local e conseguiram fugir, sem completar a ação. Ao mesmo tempo, em outro ponto da cidade, na Avenida Elizeu de Almeida, Vila Sonia, houve outra troca de tiros. Dessa vez, um homem sob efeito de drogas foi contido após atropelar um motociclista.

Vítimas da violência estão por toda a parte e a população vive tomada pelo susto. Da periferia às áreas mais nobres, o medo está se alastrando por São Paulo e moradores falam sobre arrastões, roubo de carros e outros episódios de insegurança. Recentemente, ocorreram dois assaltos em menos de uma semana no bairro Cidade Jardim, cujo metro quadrado está avaliado em R$ 22 mil. A Rua Cutait foi um dos locais onde os bandidos cometeram um crime. Pelas câmeras de segurança é possível ver criminosos saindo de um carro de luxo, estacionado em frente na residência. Percebendo que estavam sozinhos, entraram na casa e levaram bebidas e um instrumento musical.

“Lamentavelmente, a Justiça está muito lenta e está muito leniente. Então a gente fica chateado de ver como a polícia vai atrás, as empresas de segurança tentam afastar. E quando são pegos [os criminosos], são rapidamente liberados pela Justiça “, diz o arquiteto Aref Farkouh, vítima do roubo. Os moradores da região estão assustados. Apesar de contratarem um serviço particular de segurança e terem câmeras por toda a parte vigiando o movimento, eles pedem a presença da polícia.

*Com informações do repórter Victor Moraes