Um dos pontos mais visitados de São Paulo, Casa das Rosas vai passar por revitalização

Reforma está orçada em R$ 4,2 milhões e deve durar 15 meses; atividades do espaço estão limitadas aos jardins e à programação online

  • Por Jovem Pan
  • 13/10/2021 08h07 - Atualizado em 13/10/2021 10h18
Priscila Roque / Jovem PanFachada, forro e janelas da Casa das Rosas devem ser restauradas; espaços que ampliam a acessibilidade também devem ser criados

A Casa das Rosas, um dos mais visitados do Brasil que está instalado em um imponente casarão construído em 1935 na avenida Paulista, na cidade de São Paulo, vai passar por uma reforma para revitalização de sua estrutura. O diretor da Rede de Museus-Casas Literários Marcelo Tápia explica o que será feito: “Pela apelação do tempo, há um desgaste na fachada, ela será recuperada. Internamente também, detalhes de forro, de pisos, de janelas, tudo isso vai ser refeito, restaurado e também serão criados alguns espaços para melhorar a funcionalidade do museu e promover mais acessibilidade”, diz Tápia. A reforma está orçada em R$ 4,2 milhões e deve durar 15 meses.

A Casa já está vazia para aguardar as operações de restauro, que vão começar no próximo dia 18, mas as atividades do local não vão parar. Serão realizados eventos de forma online e também nos jardins do terreno. “Nós vamos utilizar o jardim para fazer recitais, sarais, lançamento de livros, atividades educativas. Além de tudo, as nossas atividades online”, afirma Tápia. O dono de um site sobre a rotina da avenida Paulista, Nélio Júnior, diz ver com bons olhos a restauração do local. “Essa casa é um ícone. Ela retrata muito da história de São Paulo e, principalmente, aqui na avenida Paulista, as pessoas terem contato com seu passado, podendo aproveitar o presente e, a partir daí também vislumbrar o futuro”

A Casa das Rosas é frequentada por pessoas de todas as idades. A aposentada Jolziria Biaggi frequentadora assídua, aproveitou um dia ensolarado para levar amigos de fora de São Paulo para conhecer. “Trouxe os amigos que não moram aqui e estão passeando para conhecer”, diz Jolziria. A amiga Rosana Sampi, de Mongaguá, litoral de São Paulo, gostou demais do que viu. “Muito bonito, bem acolheador e divertido para passar uma tarde entre amigos. Muito bacana”, comentou. O estudante Bernardo Barttitini, de 11 anos, também gostou da experiência no museu. “Achei um espaço bem legal. Vi que ali tem uma biblioteca pequena, tem bastantes rosas”, comentou.

*Com informações do repórter Daniel Lian