Vacinas não são 100% eficazes, mas reduzem riscos de contaminação, afirmam especialistas

Médicos explicam que todas as vacinas do mundo, até para outras doenças, não têm 100% de eficácia e podem, raramente, causar efeitos colaterais

  • Por Jovem Pan
  • 09/05/2021 11h26
DELMIRO JUNIOR/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDOCientistas afirmam que vacinação é uma das ferramentas para controlar o vírus

A população brasileira começou a ser vacinada em janeiro deste ano e muito já se falou sobre quão eficazes são as vacinas contra a Covid-19 desenvolvidas por laboratórios farmacêuticos. Algumas protegem mais que outras, mas, de acordo com especialistas, nenhuma vacina é 100% eficaz e com 0% de efeitos colaterais. O mesmo acontece com qualquer outro medicamento ou vacina para outras doenças. É o que explica Luiz Almeida, microbiologista do Instituto Questão de Ciência. “Sempre que a gente toma algum medicamento ou vacina, temos a falsa sensação de que estamos 100% protegidos contra aquela doença. Isso não é verdade. Não existe nenhum medicamento, nenhuma vacina 100% eficaz contra qualquer tipo de doença. Isso porque os medicamentos têm que agir no seu corpo, as vacinas também têm que desenvolver uma imunidade biológica, e isso varia de pessoa para pessoa”, explicou.

Mesmo depois da vacinação, a recomendação é de que todos os cuidados de segurança, como uso de máscaras, distanciamento social e higienização, continuem sendo tomados. “A gente ainda não sabe se as vacinas também impedem a transmissão do vírus, então por mais que a pessoa vacinada não fique com um quadro grave da doença, ela pode sim ainda transmitir o vírus para outra pessoa que não foi vacinada”, analisou. O que as vacinas estão entregando para a população nesse momento é um risco menor de contrair a doença e de desenvolver casos graves, como explica a infectologista Raquel Stucchi: “Por que que a gente quer uma cobertura vacinal grande? Isso para todas as doenças, é porque na hora que eu tenho bastante gente vacinada, eu diminuo a circulação do vírus e diminuo a chance das pessoas que eventualmente não puderam ser vacinadas ou que têm uma resposta pior à vacina de adoecerem”, explicou. Desde o começo da vacinação já foram aplicadas mais de 45 milhões de doses, contando com a primeira e segunda aplicação do imunizante, no Brasil.

*Com informações da repórter Juliana Tahamtani