‘Venceu quem faz política’, diz Maia; líder do governo celebra desempenho do Centrão

Mesmo com a baixo índice de eleição entre os candidatos apoiados por Bolsonaro, Ricardo Barros acredita que o Palácio do Planalto sai fortalecido do pleito municipal

  • Por Jovem Pan
  • 30/11/2020 08h40
GABRIELA BILÓ/ESTADÃO CONTEÚDOMesmo ainda distante, o deputado disse que o Democratas sai mais forte para 2022

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, garantiu que o resultado das eleições municipais não tem nada a ver com a eleição presidencial. Maia deu a declaração logo após o seu colega de partido Eduardo Paes vencer a eleição no Rio de Janeiro contra Marcelo Crivella. Mesmo ainda distante, o deputado disse que o Democratas sai mais forte para 2022. Maia defendeu que os vencedores nestas eleições foram os que fazem política. “É uma vitória da política, mas não tem nenhuma relação com a eleição nacional. É uma vitória daqueles que fazem política e administram com qualidade. O Eduardo Paes representa isso pra gente.”

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, comemorou o resultado e disse que o Palácio do Planalto sai fortalecido. O deputado enfatizou que os partidos do centro tiveram um ótimo desempenho. “O presidente saiu muito fortalecido porque aos partidos que estão articulados com ele, que estão olhando para a sua reeleição como o melhor cresceram muito e vão usar essa estrutura a seu favor”, afirmou. Barros destacou também que adversários do governo saíram enfraquecidos, como o PT, que não conseguiu nenhuma capital, o que não ocorria desde a redemocratização. Já o deputado Marcelo Ramos, do PL, do Amazonas, defende que o presidente Jair Bolsonaro teve dificuldade em eleger quem ele apoiou. “O bolsonarismo deixa de ser um fenômeno em que o presidente era capaz de colocar as mãos sobre qualquer candidato e o eleger para qualquer cargo. Bolsonaro segue com a sua força, segue com o seu eleitorado, mas já não se caracteriza como um fenômeno eleitoral fora da curva”, disse.  Na visão do deputado, nestas eleições, o pêndulo da política não foi para os extremos e sim para o centro.

*Com informações do repórter Afonso Marangoni