Candidatos não veem turismo como setor estratégico no Brasil, diz especialista

  • Por Jovem Pan
  • 07/08/2018 15h51
Reprodução/Facebook"Na maioria dos programas de governo dos candidatos, o turismo tem pouco espaço ou sequer é mencionado", diz a professora Mariana Aldrigui

Um setor que movimenta a economia, gera empregos e renda, mas que muitas vezes é colocado em segundo plano, o turismo é uma área que envolve diversos tentáculos: hotelaria, receptivo, transporte, eventos, gastronomia, negócios entre outros ramos de atividade.

Porém, os olhos para este plano parecem não estar realmente focados. Um bom exemplo disso é a pouca importância e atenção que os candidatos que vão conduzir o País nos próximos anos, sejam eles majoritários, que ficarão à frente do executivo, ou os futuros legisladores, que estarão sediados no Congresso Nacional, dão para o assunto.

De acordo com a professora de turismo da Universidade de São Paulo, Mariana Aldrigui, este campo é praticamente descartado e nem mesmo abrigando Copa do Mundo e Olimpíada, em 2014 e 2016 respectivamente, o País destacou os holofotes a fim de propiciar um incremento robusto.

“Na maioria dos programas de governo dos candidatos, tanto ao governo do Estado quanto à Presidência, o turismo tem pouco espaço ou sequer é mencionado. Quando isso acontece, é de maneira bem superficial. Seria importante que o tema fosse tratado de uma forma mais séria porque, internacionalmente, ele responde por 10,4% do PIB mundial, 1 em cada 11 empregos tem relação direta com o turismo e os serviços a ele agregados”, afirmou.

“No Brasil, a gente ainda patina em termos de políticas públicas. Temos uma ignorância, um desconhecimento do papel econômico da atividade. Estamos há quase 20 anos no patamar de 6 milhões de turistas internacionais, mesmo com dois grandes eventos no País, esse número não aumentou. As ações são muito pontuais, com orçamento restrito, sem métricas e sem acompanhamento”, finalizou a professora.

O turismo injetou no Brasil US$ 163 bilhões em 2017. Representando 7,9% do PIB nacional e sendo responsável por 6,59 milhões de empregos.

*Com informações do repórter Daniel Liam