‘Não há relatos de feridos ou mortos entre a comunidade brasileira’, diz funcionário da Embaixada do Brasil em Beirute

Uma forte explosão atingiu a zona portuária de Beirute, capital do Líbano, nesta terça-feira (4); o governo afirma que há ao menos 30 mortos e 2.500 feridos

  • Por Jovem Pan
  • 04/08/2020 17h08 - Atualizado em 04/08/2020 17h32
EFE/EPA/WADEL HAMZEHExplosão deixou rastro de destruição em região portuária de Beirute nesta terça-feira, 4

Uma forte explosão atingiu a região portuária de Beiture, capital do Líbano, nesta terça-feira (4). De acordo com informações do governo libanês, há ao menos 30 mortes e 2.500 feridos. Em entrevista ao Jovem Pan Agora, o encarregado de Negócios da Embaixada do Brasil em Beirute, Roberto Salone, não relatos de brasileiros entre os feridos e mortos. “Essa explosão tomou todos nós de surpresa e nosso plantão consular está a postos desde o ocorrido. Felizmente, não há relatos de brasileiros gravemente feridos, internados ou mortos. Estamos, nesse momento, contatando toda a comunidade brasileira no Líbano”, disse.

Segundo Salone, a comunidade brasileira no Líbano é formada por cerca de 20 mil líbano-brasileiros e a sede da Embaixada do Brasil foi atingida pelo impacto. “É uma região importante da cidade com galpões, trabalhadores, um local muito vascularizado. O centro antigo está em um raio de 2.5 quilômetros e a embaixada fica nesse nessa região. Sabemos que as janelas foram atingidas, mas felizmente ninguém foi atingido”, relatou. Ele conta ainda que estava em casa no momento da explosão e, à princípio, pensou que se tratava de um terremoto. “A primeira impressão foi de que era um terremoto. O Líbano, assim como toda a região do Leste do Mediterrâneo, é passível de terremotos. Mas vi os vidros da janela se dobrarem como se fossem plástico e, logo em seguida, estouraram. Não foi um momento agradável. Nesse momento, falo da minha sala ou ex-sala, sem janelas.”

Poucos minutos após a explosão que, segundo informações da imprensa local, atingiu um depósito, Salone que vive no Líbano há pouco mais de 3 anos conta ter presenciado “uma procissão de ambulâncias a caminho do hospital”. “Toda a vizinhança está contabilizando os prejuízos. Vi pessoas com camisa ensaguentada, outras sendo levadas ao hospital. Aqui já passamos das 22 horas e há um movimento acima do normal. Hoje teremos uma noite às claras”. As investigações sobre as causas da explosão estão sendo feitas pelo governo libanês e, segundo Salone, o governo brasileiro apoia toda a ação. “O que sabemos até agora é que teria havido essa explosão em um depósito, mas sem maiores detalhes. Informações sobre atentados ou ataques serão devidamente apuradas. Há o calor do momento, e existe no país uma grave crise econômica, mas vamos aguardar para verificar qual é o fato verdadeiro”, relatou.

Assista à íntegra da entrevista com Roberto Salone, da Embaixada do Brasil no Líbano:

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