Eddie Van Halen criou linguagem no rock, diz crítico musical Regis Tadeu

Regis Tadeu homenageou ícone do rock em entrevista ao Morning Show nesta quarta-feira (7), mas também causou polêmica com críticas ao pop

  • Por Jovem Pan
  • 07/10/2020 11h56
EFEEddie Van Halen morreu, aos 65 anos, após tratar câncer na garganta por quase uma década

A morte do guitarrista Eddie Van Halen, aos 65 anos, na última terça-feira (6), pegou de surpresa os fãs de rock. O crítico musical Regis Tadeu relembrou a trajetória do artista em entrevista ao Morning Show, da Jovem Pan, e disse que ele foi o responsável por criar uma linguagem única no gênero musical. “Embora já fosse previsível, pois todos já sabíamos que o câncer dele tinha retomado com força maior e deu metástase, foi uma perda absurda. O Eddie Van Halen, para todo mundo que gosta de rock, foi uma espécie de primo distante porque a trilha sonora de nossas vidas sempre foi pontuada por ele”, disse Tadeu.

“Ele não só revolucionou a linguagem da guitarra, como criou uma completamente diferente que até então ninguém tinha ouvido. Toda a cena de hard rock americano que veio depois, Bon Jovi, por exemplo, foi derivada do Van Hallen, mas de uma forma mais amena e comercial. O pai de todos é o Van Hallen”, resumiu o crítico. Para Tadeu, o legado de Van Halen ultrapassou a geração original que consumiu sua música. “Até hoje você vê uma série de guitarristas, profissionais ou amadores, tentando imitar ele e falhando miseravelmente. Para o mercado americano, foi um negócio espetacular porque tinha uma banda que soava extremamente pesada, mas era muito pop ao mesmo tempo.”

Tadeu ainda causou polêmica com a bancada do programa ao dizer que o rock nunca foi mainstream e, apesar disso, consegue se manter presente na cena musical ao longo das décadas, mesmo com a disputada cada vez mais acirrada com o rival pop. “Tem muitas bandas de rock que são, por exemplo, oriundas dos anos 60, como os Rolling Stones, que ainda estão com uma relevância muito grande. Hoje, o pop assumiu uma porção criativa endereçada a um público retardado, que não quer saber absolutamente de nada a respeito da história da música. A molecada sequer se identifica com a figura do artista em si e os serviços de streaming mostram isso claramente.”