‘Mortalidade por câncer será 30% maior no Brasil em 2021’, diz Fernando Maluf

Em entrevista ao Morning Show, oncologista ressaltou que a queda dos exames preventivos prejudicou o diagnóstico precoce de tumores durante a pandemia; veja a entrevista

  • Por Jovem Pan
  • 04/02/2021 13h05 - Atualizado em 04/02/2021 13h09
Imagem: Reprodução/Instagram @drfernandomalufBrasil registra cerca de 600 mil novos casos de câncer por ano

No Dia Mundial do Câncer, o oncologista Fernando Maluf explicou a importância do diagnóstico precoce da doença em entrevista ao programa Morning Show, da Jovem Pan, nesta quinta-feira, 04. “A máxima do câncer é: quem procura acha e quem acha, cura. Essa tônica serve para todos os tipos de tumores, independente da gravidade e localização no organismo. Quanto mais precoce o diagnóstico, mais altas são as chances de cura às custas de tratamentos pequenos. Para isso, é preciso realizar periodicamente os exames preventivos e cuidar do estilo de vida”. O oncologista ressaltou que as mulheres devem se alertar ao exame preventivo ginecológico (papanicolau), à tomografia de pulmão, colonoscopia e mamografia. Já os homens, além da colonoscopia e tomografia de pulmão, precisam estar atentos ao exame de toque retal.

“O Brasil tem cerca de 600 mil novos casos de câncer por ano. O câncer de próstata, de pulmão e intestino são os que aparecem com maior frequência entre os homens. Entre as mulheres, o câncer de mama, pulmão e intestino apresentam maior incidência. Anualmente, o mundo registra mais de 20 milhões de novos casos da doença e a mortalidade atinge, praticamente, 10 milhões dos casos. As estatísticas são relativamente ruins porque a mortalidade nos países subdesenvolvidos é muito alta, mas nos países desenvolvidos a taxa é muito menor do que essa”, disse.

Segundo Fernando Maluf, o período de pandemia e isolamento social deve refletir no aumento do índice de mortalidade, já que muitos diagnósticos não foram descobertos precocemente. “Na pandemia, as pessoas deixaram de fazer seus exames preventivos. O impacto desta defasagem será visto na taxa de mortalidade do câncer que, em vários países como o Brasil, será de 20% a 30% maior em 2020 e 2021 em comparação com o ano de 2019. É preciso ficar claro que o câncer não espera a pandemia passar”, concluiu.

Confira na íntegra a entrevista com o oncologista Fernando Maluf: