‘Não adianta ter dinheiro na disputa pelo leito de UTI’, diz prefeito de São Bernardo

Em entrevista ao Morning Show, Orlando Morando criticou ‘profunda omissão’ do governo federal e alertou sobre a necessidade do isolamento social após registrar cerca de 90% de ocupação dos leitos de UTI na cidade

  • Por Jovem Pan
  • 12/03/2021 12h39 - Atualizado em 12/03/2021 12h57
Imagem: Reprodução/Instagram @orlandomorandoEm entrevista ao Morning Show, o prefeito Orlando Morando agradeceu os esforços do governo de São Paulo no combate à pandemia

Em entrevista ao programa Morning Show, da Jovem Pan, nesta sexta-feira, 12, o prefeito do município de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, reforçou a necessidade da população respeitar as medidas restritivas impostas pelo governo de São Paulo para combater o aumento de casos da Covid-19 no estado. “Se as pessoas respeitarem, o lockdown pode colaborar para melhorar a situação da cidade. Afinal, ninguém combate uma pandemia sozinho. Ou a população compreende a necessidade do isolamento social, ou não daremos conta. Enfrentamos graves falhas porque a quantidade de vacinas enviadas pelo governo federal é ridícula, o que revela sua profunda omissão. O que nos resta é pedir a compreensão da sociedade, já que vivemos uma situação dramática. Chegamos a cerca de 90% de ocupação dos leitos de UTI. Sendo assim, hoje não adianta ter dinheiro, tampouco um ótimo plano de saúde, na disputa pelo leito de UTI. Isso é uma vergonha porque nosso país convive há 12 meses com a pandemia, o governo federal assistiu o caos por um ano, agora milhares de vítimas são levadas diariamente pela Covid-19 no Brasil”, disse.

Segundo o último boletim emitido pela prefeitura de São Bernardo, nesta quinta-feira, 11, a cidade registra 54.984 casos confirmados do novo coronavírus e 1.587 mortes causadas por complicações da doença. Além destes indicadores, o documento informa que há 375 infectados na rede pública municipal de saúde, contabilizando 88% de ocupação dos leitos de UTI adulto, 84% de UTI normal e 76% dos leitos de enfermaria. “Todos nós cansamos do isolamento social. Quando entramos em 2021, imaginávamos que teríamos um ano melhor, com mais tranquilidade, com a baixa da pandemia e grande disponibilidade de vacinas. No entanto, a vacina não chegou. O que chegou foram as variantes da Covid-19, cepas mais agressivas e infecciosas. Até agora, a sociedade fez sua parte, mas ainda não temos a quantidade suficiente de imunizantes. Agora, não cabe culpar a sociedade, mas pedir a ajuda das pessoas. Também precisamos agradecer o governo de São Paulo e o Instituto Butantan, porque se não fosse por eles, não teríamos vacinado ninguém.” Até esta quinta-feira, o município aplicou 73.818 doses das vacinas em sua população, sendo 49.437 relativas à primeira dose e 24.381 à segunda aplicação.

Nesta semana, o governador de São Paulo, João Doria, anunciou mais uma alteração no Plano São Paulo contra o coronavírus, comunicando que todo o estado entrará em fase emergencial a partir da próxima segunda-feira, 15. O período de maior restrição das atividades permanecerá em vigor até o dia 30 de março. Durante sua permanência, atividades esportivas, escolas e cultos estarão suspensas. Também ficarão mais controladas as atividades de comércio, bares, restaurantes e serviços. O toque de recolher entre as 20h e as 5h continua valendo nestes 15 dias.

Confira na íntegra a entrevista com o prefeito Orlando Morando: